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Homem é dopado, morto e esquartejado em Guaçuí

Polícia Civil investigava o desaparecimento de um homem de 39 anos, mas descobriu que ele havia sido assassinado em uma emboscada

Publicado em 22/05/2020 às 15h43
Atualizado em 22/05/2020 às 15h43
Polícia prendeu cinco pessoas pelo crime no interior de Guaçuí
Polícia prendeu cinco pessoas pelo crime no interior de Guaçuí . Crédito: Divulgação/PC

Uma operação policial na Região do Caparaó prendeu cinco pessoas por ter dopado, incendiado e esquartejado um homem de 39 anos, que estava desaparecido desde o dia 23 de abril, em Guaçuí. Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime está relacionada a problemas com a responsável por um centro espírita no município.

As prisões aconteceram nesta quinta-feira (21). De acordo com informações da Polícia Civil de Guaçuí, que contou com o apoio da delegacia de Alegre, no dia 25 de abril, foi registrado o desaparecimento de João Paulo Ferreira Purificati. Ele estava sem comunicação com familiares há dois dias e tinha sido visto pela última vez por uma amiga, que lhe emprestou uma bicicleta para ele ir num encontro.

Durante a investigação, foi descoberto que a vítima havia sido assassinada. A polícia chegou a duas mulheres que foram até um centro espírita para fazer um trabalho, mas a pessoa responsável pelo local não cobrou pelo serviço.

Dias depois, a dona do local procurou as mulheres e cobrou pelo trabalho pedindo que elas fizessem contato com a vítima para marcar um encontro. A responsável pelo centro deu dois comprimidos para serem diluídos na bebida que seria servida a João Paulo Ferreira Purificati.

As mulheres atraíram a vítima para uma casa no bairro Vila dos Professores, em Guaçuí. Depois que ele já estava dopado, a responsável pelo centro espírita, o companheiro dela, um filho e um amigo chegaram no imóvel armados com um porrete e deram golpes na vítima ainda na casa. Em seguida, enrolaram o corpo em um cobertor, colocaram em um carro e foram até um assentamento.

Um dos detidos confessou a participação no crime e disse que João Paulo foi também asfixiado com uma sacola plástica. Ele foi levado para uma mata, onde o grupo ateou fogo no corpo. Mas como as chamas não consumiram o cadáver, ele foi esquartejado e jogado no rio.

A motivação do crime, segundo a polícia, esta relacionada a vítima ter problemas envolvendo o centro espírita. No passado, a João Paulo foi preso juntamente com a mulher responsável pelo centro espírita, por conta de um crime de homicídio em Bom Jesus do Norte.

Os mandados de prisão temporária pelo homicídio e pela ocultação do cadáver foram cumpridos na zona rural de Guaçuí. Duas mulheres detidas foram encaminhadas para o Centro Provisório Feminino e os outros presos para o Centro de Detenção Provisória, ambos em Cachoeiro de Itapemirim.

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