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Guarda de Vitória apreende 120 kg de cobre retirado de fios furtados

Segundo a prefeitura, o material estava sendo transportado em um caminhão e havia sido recolhido pelo condutor do veículo em estabelecimentos clandestinos

Publicado em 22/04/2021 às 14h37
Fios de cobre furtados que foram apreendidos em Vitória
Cobre retirado de fios furtados apreendido em Vitória. Crédito: Divulgação/PMV

Correção

22 de Abril de 2021 às 15:30

A Guarda de Vitória informou, inicialmente, que havia feito uma apreensão de 200 kg de cobre de fios furtados. Após a publicação desta matéria, a instituição corrigiu a informação dizendo que foram 120 kg. A informação foi corrigida no título e no texto.

A Guarda Civil Municipal de Vitória apreendeu no início da tarde desta quinta-feira (22) cerca de 120 kg de cobre retirado de fios furtados, transportados em um caminhão. O material havia sido recolhido pelo condutor do veículo em estabelecimentos clandestinos.

Segundo a prefeitura, o caminhão foi identificado com o material pelo Núcleo de Inteligência da Guarda. O cobre e o condutor foram encaminhados inicialmente para a Delegacia Regional de Vitória, no bairro Horto, e depois foram levados para o Departamento Especializado em Investigações Criminais (Deic), na Avenida Marechal Campos.

Segundo o inspetor Francisco, da Guarda Municipal, a abordagem foi realizada na Avenida Leitão da Silva após saída dos suspeitos de um ferro-velho nas proximidades. "Questionamos sobre o material e os três homens que estavam no caminhão não conseguiram confirmar a procedência, então os conduzimos à delegacia, onde foram apresentados à autoridade policial", afirmou.

Fios de cobre furtados que foram apreendidos em Vitória
Cobre retirado de fios furtados estava sendo transportado em caminhão. Crédito: Divulgação/PMV

A prefeitura afirmou ainda que, de janeiro até o momento, cerca de 30 pessoas foram detidas pela Guarda Civil Municipal de Vitória por furto e receptação de fios de cobre da iluminação pública e de semáforos. Somente nos dois primeiros meses deste ano, o prejuízo desse tipo de crime aos cofres municipais foi de R$ 400 mil. Mais de 850 kg foram apreendidos nas prisões e operações em diversos pontos da Capital.

O valor, informado pela Secretaria de Segurança Urbana de Vitória, foi identificado a partir dos registros das ocorrências de subtração dos fios. Em geral, por mês, é estimada uma perda de R$ 70 mil, mas entre o mês de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, houve um volume bem superior de ocorrências, o que elevou o prejuízo.

Os furtos do material ocorrem em vários locais da cidade, mas com mais frequência nas regiões de Jardim da Penha, Orla de Camburi, Praia do Canto, Enseada do Suá e ao longo da Avenida Adalberto Simão Nader. E as ocorrências têm sido cada vez mais audaciosas.

A Secretaria Municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran), segundo nota da PMV, está instalando fios de alumínio, sem qualquer prejuízo para a intensidade da iluminação nas lâmpadas. Em alguns locais, também está sendo feita concretagem. Diversos pontos da Capital já estão com iluminação restaurada.

LOCAL DE LIMPEZA DOS FIOS

Um dos pontos de limpeza dos fios furtados está localizado embaixo da Ponte da Passagem, no mangue ao lado do campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O fotógrafo de A Gazeta, Fernando Madeira, foi ao local e registrou imagens do que resta após a ação.

Criminosos usam área debaixo da Ponte da Passagem e manguezal para descartar resíduos oriundos dos furtos de fios de cobre na região da Ufes
Criminosos usam área debaixo da Ponte da Passagem e manguezal para descartar resíduos oriundos dos furtos de fios de cobre na região da Ufes . Crédito: Fernando Madeira

Para descascar os fios, em geral, volumosos e pesados, eles são espalhados pelo chão e pela vegetação da região, para que a borracha que envolve o material seja retirada com mais facilidade. O cobre limpo – sem a borracha – fica mais fácil de ser pesado e vendido.

Caminhando pelo local é possível ver o restante do material ainda espalhado e por cima da vegetação local. Após a extração do cobre, o que sobre é o restolho de borracha que fica no local, acumulada, contaminando e assoreando o mangue da cidade.

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