Suspeitos estão se passando pela
Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) para aplicar golpes e pedir dinheiro. Segundo o órgão, os criminosos entram em contato com vítimas que constam em processos públicos e dizem que elas têm um valor para receber, mas, para isso, precisam pagar uma taxa. A instituição acionou as autoridades, na última segunda-feira (17), e solicitou uma investigação. Conforme apurado por
A Gazeta, um dos casos aconteceu em
Colatina, no
Noroeste do Estado, mas esse tipo de fraude têm ocorrido até em outros Estados do Brasil.
Em nota, a Defensoria Pública explicou que os criminosos utilizam dados de advogados para acessar a íntegra de processos públicos da instituição. Em seguida, coletam dados dos cidadãos e, munidos dessas informações, fazem contato com eles afirmando que existem valores a receber, mas que uma taxa deve ser paga.
Para coibir a prática, a DPES informou que tem realizado campanhas de conscientização, além de adotar providências junto às autoridades policiais e de Segurança Pública.
Nesse documento, solicitou a instauração de inquérito policial, a centralização da investigação na Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, o bloqueio imediato dos números telefônicos e contas bancárias utilizadas para a prática dos crimes, a oitiva das vítimas identificadas pela Defensoria e a realização de perícia nos acessos ao PJe, com foco nas contas dos advogados identificados pela instituição.
A Defensoria Pública ressaltou que
os serviços da instituição são gratuitos. Sobre o pedido de investigação, a reportagem de
A Gazeta procurou a Sesp e cobrou posicionamento da
Polícia Civil, que informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). "Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada", comunicou a corporação.