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Família reclama de atraso na liberação do corpo de cantor morto no ES

O caseiro e cantor Carlos Pastor Neto, de 49 anos, foi morto a tiros em uma fazenda no interior de Muqui nesta quarta-feira (14). A doméstica Maria das Graças Xavier Nalim Franzon também trabalhava no local e foi encontrada morta no local

Cachoeiro de Itapemirim / Rede Gazeta
Publicado em 15/07/2021 às 18h22
Homem e mulher são assassinados em fazenda de Muqui
Homem e mulher são assassinados em fazenda de Muqui. Crédito: Reprodução/TV Gazeta Sul

Até o início da tarde desta quinta-feira (15), os corpos de Maria das Graças Xavier Nalim Franzon e de Carlos Pastor Neto, assassinados a tiros em uma fazenda no interior de Muqui, no Sul do Espírito Santo, ainda não haviam liberados. Os corpos foram encaminhados ao Serviço Médico Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim, mas por conta da ausência de médicos legistas, não foram liberados.

A família de Carlos Pastor Neto se revoltou com a situação. A prima da vítima, Edilaine Dias, foi ao Serviço Médico Legal durante a tarde e disse que não havia previsão de quando conseguiriam fazer o velório de seu primo devido ao problema com a liberação do corpo.

Edilaine Dias , prima de Carlos Pastor Neto
Edilaine Dias , prima de Carlos Pastor Neto. Crédito: Reprodução/ TV Gazeta Sul

“Recolheram o corpo dele por volta das 3h e hoje (quinta) pela manhã  nos pediram para ir ao SML para liberar, mas não há médico legista para fazer a liberação. Falaram que teremos que aguardar amanhã ou levar para Vitória. Estamos arrasados, é um crime bárbaro, pelo qual pedimos Justiça e não podemos fazer um velório digno. É um sentimento de impotência, pois não podemos fazer nada, é filho, é mãe, é pai chorando. É um absurdo”, reclamou Edilaine.

O CRIME

duplo homicídio aconteceu no interior de Muqui, na localidade de Santa Rita e as vítimas trabalhavam na fazenda. Maria das Graças Xavier Nalim Franzoni, tinha 48 anos e trabalhava como empregada doméstica. Já Carlos Pastor Neto, de 49 anos, era o caseiro do local e cantor sertanejo.

Os dois foram encontrados com marcas de tiros à noite e, inicialmente, nenhum objeto foi roubado do local. Edilaine Dias conta que a família foi até a fazenda após não conseguir nenhum contato com Carlos.

Entrada da fazenda onde crimes aconteceram em Muqui
Entrada da fazenda onde crimes aconteceram em Muqui . Crédito: Reprodução/ TV Gazeta Sul

“Ele tem o costume de entrar em contato com os filhos e ontem não respondeu. Sem resposta, acharam estranho e foram até lá por volta das 23h. Com o vizinho, pegaram o controle do portão, meu primo já estava morto e depois viram a mulher também morta”, contou a prima.

Até o momento, nenhum suspeito foi detido segundo o delegado de Polícia Civil de Muqui, Antônio de Oliveira Pinto. Ele afirma que a principal suspeita é de crime passional, porém, outras linhas de investigação não foram descartadas.

A reportagem demandou a Polícia Civil sobre a queixa da família de Carlos. Em nota, a PC informou "que trabalha para garantir todos os serviços em funcionamento à população. Em dias em que não há médico legista no plantão, existe a possibilidade de realizar a liberação, em casos de menor complexidade, no plantão subsequente do Serviço Médico Legal, sem necessidade de deslocamento. Em alguns casos, por opção das famílias, o corpo pode ser enviado ao DML, em Vitória, para a liberação. Entretanto, o deslocamento até Vitória só é imprescindível quando são necessários exames mais complexos, que não podem ser realizados nas unidades do Serviço Médico Legal (SML) do interior do Estado".

Por fim, a corporação destacou ainda que "o concurso público da Polícia Civil, cujo curso de formação está em andamento, permitirá a contratação de profissionais de diversas categorias, incluindo 76 peritos oficiais criminais e 50 auxiliares de perícia médico-legal, o que vai contribuir para a recomposição dos quadros da corporação".

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