Um homem de 28 anos foi preso na operação para encontrar os autores dos tiros que mataram quatro pessoas, sendo três de uma mesma família, em Flexal II, Cariacica, no sábado (23). Na ocasião, a polícia também prendeu um outro suspeito de 31 anos por tráficos de drogas.
Os nomes dos alvos da prisão e também das vítimas da chacina não foram divulgados pelas autoridades.
De acordo com a Polícia Civil, o homem de 28 anos foi autuado em flagrante por quatro homicídios duplamente qualificados e por tentativa de homicídio duplamente qualificada. Já o suspeito de 31 anos foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Os dois foram encaminhados ao sistema prisional.
Os detalhes das prisões serão divulgadas em entrevista coletiva do tenente-coronel Prado, na tarde deste domingo (24). Durante as diligências, equipes da Polícia Militar também apreenderam drogas e uma arma.
O assassinato
O crime aconteceu na tarde de sábado, quando homens armados invadiram um terreno onde cinco pessoas realizavam corte de madeira e efetuaram diversos disparos.
Entre os mortos estão três homens da mesma família (pai, filho e genro) e um amigo das vítimas, segundo informações apuradas pela repórter Priciele Venturin, da TV Gazeta, junto à Polícia Civil. Um outro homem baleado no peito foi socorrido com vida e encaminhado para um hospital da Grande Vitória.
Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), em Vitória. A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que o ataque tenha sido motivado por uma represália ligada ao tráfico de drogas na região, após um desentendimento ocorrido horas antes do crime.
O terreno onde o crime aconteceu pertence ao Ministério Internacional Resgatado para Contar (MIRC Brasil), organização que desenvolve projetos sociais e ações comunitárias na região. Responsável pela iniciativa, o pastor Sidney Pereira de Souza e Silva, conhecido como pastor Sinei, explicou que uma pessoa pediu para cortar a estrutura de uma árvore no local para fazer móveis. Ele gravou um vídeo se posicionando sobre o ocorrido (veja abaixo).
Após o ataque, parentes das vítimas estiveram no local da chacina. Abalados, eles preferiram não gravar entrevista.
A polícia chegou a realizar buscas pelos suspeitos em locais próximos ao crime, que mobilizou moradores da região. Logo depois dos tiros, os autores teriam fugido por uma escadaria que dá acesso ao campo do Apolo, área apontada como de intensa movimentação do tráfico.
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