Mais cinco homens foram presos por violência contra a mulher ao longo da semana, em Vila Velha e Guarapari, na Grande Vitória. Eles são investigados por crimes como ameaça, estupro, lesão corporal e descumprimento de medidas protetivas.
Em Guarapari, equipes da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam) cumpriram dois mandados de prisão preventiva, sendo um deles contra um homem de 19 anos, que, no dia 16, foi até a residência da vítima, desrespeitando a medida protetiva anteriormente concedida pela Justiça.
“No local, mediante violência física e ameaças de morte, levou a vítima até uma praia, onde a constrangeu à prática de conjunção carnal sob grave ameaça e agressões físicas, causando lesões constatadas por exame clínico”, informou a Polícia Civil.
O segundo mandado de prisão preventiva cumprido no município teve como alvo um homem de 30 anos, investigado por ameaça e furto qualificado, no âmbito da Lei Maria da Penha. Ele já havia sido preso em flagrante anteriormente e, após obter liberdade provisória, ele violou a medida protetiva, invadindo a residência da vítima, fez ameaças, subtraiu seu aparelho celular e realizou transferências bancárias da conta dela para a própria conta.
Já em Vila Velha, um homem de 37 anos foi preso em flagrante e autuado pelo crime de ameaça contra a ex, de 35 anos. Segundo as investigações, ele não aceitava o fim do relacionamento e passou a persegui-la por meio de ligações insistentes, visitas frequentes à sua residência e ameaças, afirmando que ela ficaria com ele “nesta vida ou na próxima”.
A mulher decidiu registrar o boletim de ocorrência e foi seguida até a porta da delegacia, sendo que o ex tentou impedir que formalizasse a denúncia. Uma policial civil presenciou o momento em que o agressor retirou, de forma agressiva, o aparelho celular das mãos da vítima. Diante disso, ele foi contido e preso pela Deam, com apoio da Guarda Municipal de Vila Velha.
Também foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva no município, por descumprimento de medida protetiva de urgência, em ação integrada com a Superintendência de Polícia Interestadual e de Capturas (SUPIC). Todas as ações ocorreram da operação contínua Mulher Segura.
A chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam), delegada Cláudia Dematté, reforçou que o descumprimento de medidas protetivas de urgência constitui crime e representa grave violação às determinações judiciais. Ela ainda fez um apelo às mulheres para que denunciem qualquer tipo de violência sofrida.
“Que não se calem jamais, que não aceitem viver um relacionamento abusivo. Que não aceitem nenhum tipo de violência.”