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De mansão em Guarapari, homem chefiava tráfico interestadual de drogas

Durante operação na madrugada desta terça-feira (10) no Espírito Santo e em outros três Estados, a Polícia Federal prendeu, entre outros suspeitos, um dos líderes do esquema de venda de haxixe e ecstasy

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 10/08/2021 às 16h48
Um dos imóveis onde a Polícia Federal cumpriu mandados
A mansão que fica no interior de Guarapari pertence ao líder da venda de haxixe e ectasy para traficantes da cidade e outras regiões. Crédito: Divulgação/PF

Uma mansão com piscina, área para churrasco e campo de futebol, que se destaca no interior de Guarapari: à primeira vista, o local que não levanta suspeitas. Mas era de lá que um homem, preso nesta terça-feira (10), comandava um esquema interestadual de tráfico de haxixe e de drogas sintéticas, como o ecstasy, segundo a Polícia Federal.

Na madrugada desta terça-feira, policiais da corporação foram às ruas em quatro Estados para o cumprimento de mandados de prisão e também de busca e apreensão. Além do Espírito Santo, a "Operação Párvulo" foi desencadeada nas cidades de Foz do Iguaçu, no Paraná, Imbituva (Santa Catarina) e Belo Horizonte (Minas Gerais.

Oito pessoas detidas no Espírito Santo e as demais que foram alvo da operação em outros Estados tiveram as contas bancárias bloqueadas. Ao todo, 17 pessoas foram presas pela Polícia Federal e, no Estado, sete prisões ocorreram na Grande Vitória (quatro em Guarapari) e uma em Conceição da Barra, no Norte capixaba. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela PF.

8 presos

Dos detidos no ES, 7 foram na Grande Vitória e 1 no Norte do Estado

CENTRAL DE DISTRIBUIÇÃO

Um dos líderes do esquema era o morador da mansão em Guarapari. Segundo investigações iniciadas em 2020, o dono do imóvel viajava até Foz do Iguaçu para comprar as drogas. De posse dos entorpecentes, ele armazenava as drogas em um depósito que mantinha em Minas Gerais e voltava para o Espírito Santo, de onde revendia os tóxicos para outros traficantes e de outros Estados. A casa na cidade capixaba funcionava como uma central de distribuição e operação logística do tráfico.

Segundo o delegado da PF, Vinicius Binda, uma denúncia anônima feita em 2020 foi determinante para que as investigações fossem iniciadas e evoluíssem para a grande operação mobilizada nesta terça-feira.

"Foi em cima dela (denúncia), que se iniciou a investigação. A partir disso, fomos aprofundando e conseguimos identificar estas outras pessoas que o auxiliavam ou compravam a droga dele para revenda. Ele (dono da mansão) é uma etapa. A partir do momento em que ele entregava para um comprador, iniciava-se outra etapa, pois os que compravam dele não eram usuários finais. Pelas quantidades compradas, era para revenda. Temos demonstrações, com as pessoas presas, que ocorria esta prática", explicou o delegado.

BLOQUEIO DE CONTAS

Além das prisões, a Polícia Federal solicitou o bloqueio de contas bancárias, que eram usadas por "laranjas" para comprar drogas e receber o dinheiro proveniente da venda dos entorpecentes. A PF também encontrou indícios de lavagem de dinheiro.

"A lavagem de dinheiro, com os materiais arrecadados, nós vamos partir agora para uma análise porque normalmente são utilizadas algumas pessoas, parentes não muito próximos e vamos solicitar o bloqueio de mais contas e bens. É mais uma etapa que se inicia agora, destacou Binda.

Na ação, também foram apreendidos celulares, drogas, veículos e documentos, que serão analisados para levantar informações sobre o patrimônio dos investigados.

Com informações de André Falcão, da TV Gazeta

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