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Cresce o número de drogas enviadas pelos Correios durante a pandemia

Investigação da PF apontou elevação no uso do serviço postal por meio do tráfico de drogas no ES. Queda na circulação de veículos e menor número de voos são justificativas apontadas pela polícia

Publicado em 15/06/2020 às 09h33
Nas últimas semanas, uma ação da PF apreendeu grande quantidade de cocaína enviada pelos Correios
Nas últimas semanas, uma ação da PF apreendeu grande quantidade de cocaína enviada pelos Correios. Crédito: Divulgação/Polícia Federal

Traficantes e usuários estão enviando e recebendo drogas no período da pandemia do novo coronavírus pelos Correios. Esse tipo de comércio de entorpecentes não é novo, porém cresceu significativamente com a chegada da doença ao Espírito Santo e também no restante do país. Essa é a conclusão de uma investigação da Polícia Federal no Estado.

Para o delegado Marcos Paulo Pugnal, chefe da Delegacia de Repressão e Entorpecentes, essa prática foi intensificada devido à diminuição de outras formas mais tradicionais para o despacho da droga.

Marcos Paulo Pugnal, delegado da Polícia Federal no Espírito Santo
Marcos Paulo Pugnal, delegado da Polícia Federal no Espírito Santo. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

"Identificamos e acreditamos que em função da queda na circulação de veículos e também dos voos domésticos, o tráfico passou a escolher outra forma para atuar. Na verdade, essa prática de remeter drogas pelos Correios já existia, mas notamos que isso aumentou. Se compararmos o momento da pandemia atual com o mesmo período em 2019, subiu de 3 casos para 10. Nas últimas semanas, ocorreu praticamente uma prisão semanal de pessoas recebendo drogas através do serviço postal", detalhou o delegado.

Segundo Pugnol, a origem da droga é variada, mas é do Sul do País, mais especificamente da região de Foz do Iguaçu (No Paraná e que faz fronteira com a Argentina), e também do Rio de Janeiro, Estado vizinho ao ES. Desses locais, a droga é despachada ao Espírito santo, principalmente para a região da Grande Vitória.

TRÁFICO E CONSUMO PRÓPRIO

O representante da Polícia Federal disse ainda que a droga é colocada dentro de objetos e despachados para os mais diversos destinos dentro do Estado. O delegado explicou que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é parceira da PF na identificação das pessoas.

Nas apreensões recentes, a Polícia Federal apreendeu material para o preparo de cigarros de maconha
Nas apreensões recentes, a Polícia Federal apreendeu material para o preparo de cigarros de maconha. Crédito: Divulgação/Polícia Federal

"Recentemente, encontramos drogas escondidas dentro de uma caixa de som automotivo e os Correios também nos ajudam, identificando os destinatários, o que facilita nossas ações. Esse despacho ocorre de duas formas, a primeira é o tráfico propriamente dito, que é aquela pessoa que compra uma quantidade maior. Tem também o usuário, que pede uma quantidade pequena para utilizar. Essas duas hipóteses foram contempladas na última semana", salientou.

O delegado garantiu que a Polícia Federal seguirá com ações para coibir essa prática, prosseguindo com as investigações e eventuais prisões.

CORREIOS

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Em nota, os Correios informaram que mantém uma estreita parceria com as autoridades policiais para prevenir o tráfico de drogas e outros itens proibidos por meio do serviço postal. Os empregados atuam na tentativa de identificar qualquer postagem cujo conteúdo esteja em desacordo com a legislação. Quando algum objeto ilícito é identificado, os Correios acionam os órgãos competentes. 

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