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Cogumelos alucinógenos e maconha são enviados via Correios para bairros nobres de Vitória

A Polícia Federal descobriu o crime depois que a área de segurança dos Correios detectou uma encomenda postal com possível material ilícito em seu interior

Publicado em 26/06/2020 às 13h00
Atualizado em 26/06/2020 às 13h29
Droga apreendia pela PF foi enviada pelo Correio
Droga apreendia pela PF foi enviada pelo Correio. Crédito: Divulgação / PF

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em bairros nobres de Vitória, na manhã desta sexta-feira (26), durante uma operação da Polícia Federal no Espírito Santo (PF) destinada ao combate do tráfico de drogas. Nos locais a polícia encontrou pequenas quantidades de maconha e cogumelos alucinógenos, além de apetrechos de preparação para consumo. A droga havia sido enviada pelos Correios, segundo informações da PF.

A polícia descobriu o crime depois que a área de segurança dos Correios detectou uma encomenda postal com possível material ilícito em seu interior. O destinatário era um morador do município da Vitória. 

Diante desses dados, a delegacia especializada em repressão a drogas da Polícia Federal apreendeu a encomenda e confirmou que em seu interior havia LSD postado em Foz do Iguaçu, no Paraná. Foram realizadas diligências para confirmar o real destinatário, até chegar às pessoas envolvidas e a seus endereços nesta sexta.

De acordo com a Polícia Federal, investigados responderão pelo crime de tráfico interestadual de drogas, em que a pena varia entre 5 a 15 anos de reclusão, aumentadas de um sexto a dois terços.

 ENVIO DE DROGAS PELO CORREIO CRESCE DURANTE A PANDEMIA

Traficantes e usuários estão enviando e recebendo drogas no período da pandemia do novo coronavírus pelos Correios. Esse tipo de comércio de entorpecentes não é novo, porém cresceu significativamente com a chegada da doença ao Espírito Santo e também no restante do país.

De acordo com a polícia, a origem da droga é variada, mas é do Sul do Brasil, mais especificamente da região de Foz do Iguaçu (no Paraná, que faz fronteira com a Argentina), e também do Rio de Janeiro, que vem a maior parte das "encomendas". Desses locais, a droga é despachada ao Espírito santo, principalmente para a região da Grande Vitória.

OPERAÇÃO PARÔNIMO

A operação foi batizada de "Operação Parônimo" pelo fato das encomendas geralmente identificarem os destinatários com pequenas alterações de grafia no nome. A medida é suficiente para criar um álibi caso algo dê errado, mas permite a sua identificação se a entrega for bem-sucedida.

Por nota, os Correios informaram que "mantêm estreita parceria com as autoridades policiais para o prevenir o tráfico, por meio do serviço postal, de drogas e demais itens proibidos. Os empregados atuam de forma diligente na tentativa de identificar qualquer postagem cujo conteúdo esteja em desacordo com a legislação. Quando algum objeto proibido e/ou ilícito é detectado, os Correios acionam os órgãos competentes, como ocorreu neste caso. Muitas das operações policias começam por apreensões realizadas pela fiscalização dos Correios".

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