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Casal foi morto em Vitória por participação em roubo de arma e dinheiro do tráfico

Um adolescente primo da mulher executada também foi morto, três dias depois, na Serra. Ele roubou uma submetralhadora de um grupo do tráfico de Resistência do qual o homem do casal fazia parte

Publicado em 23/10/2020 às 12h30
Simulacro, munição, dinheiro e drogas foram apreendidos durante cumprimento de mandados que culminou na prisão dos suspeitos
Simulacro, munição, dinheiro e drogas foram apreendidos durante cumprimento de mandados que culminou na prisão dos suspeitos em Vitória. Crédito: Divulgação / Polícia Civil

Arma e dinheiro roubados de um grupo do tráfico de drogas levaram à morte de um casal no bairro Nova Palestina, em Vitória, no dia 20 de julho. De acordo com a polícia, um adolescente primo da mulher executada também foi morto, três dias depois, na Serra. Ele também tinha envolvimento no caso. Dois homens investigados como autores da morte do casal foram presos nesta quinta-feira (22). As informações foram passadas em uma coletiva de imprensa da Polícia Civil nesta sexta-feira (23).

De acordo com a delegada Raphaela Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, o casal morto tinha um relacionamento recente. A jovem era da Serra e o rapaz era morador de Resistência, em Vitória. Ele fazia parte de um grupo do tráfico da região.

A delegada conta que a jovem tinha um primo adolescente ligado ao tráfico de drogas em Jardim Carapina, na Serra, que se aproximou do casal para obter vantagens. A relação deles se estreitou e resultou no roubo de armas e dinheiro do grupo do tráfico de Resistência, com a conivência do casal, como explica a delegada.

“Esse primo tinha o costume de se aproximar das pessoas para obter alguma vantagem. Então, ele se aproximou da prima que estava se relacionando com o cidadão do tráfico de Vitória, ganhou a confiança e, em um dado momento, subtraiu uma submetralhadora e dinheiro do grupo do tráfico que o namorado dela fazia parte, com a conivência do casal”, disse.

O grupo deu um prazo para que os itens fossem devolvidos. Como isso não aconteceu, o casal foi morto. A dinâmica do crime chama a atenção: para dificultar o trabalho da polícia, os executores de Resistência foram até a Serra buscar as vítimas e as executaram em outro bairro, Nova Palestina.

“O grupo deu para eles um tempo para devolver. Como não devolveram, eles foram cobrar. O pessoal do grupo do tráfico de Resistência foi até a Serra buscar as vítimas para executar em uma casa de Nova Palestina, para dificultar o trabalho da polícia em chegar aos executores do crime, já que Nova Palestina tem outro grupo atuante no tráfico”, explicou.

PAI DO ADOLESCENTE FOI AVISADO PELA POLÍCIA

Depois da morte do casal, o grupo continuou a procura da arma e, inclusive, ameaçando o adolescente. Neste momento, a polícia já sabia das intenções e tentou localizar o jovem. Chegou a falar com o pai dele, que não deu ouvidos. Três dias depois, o rapaz foi encontrado morto na Serra.

“Continuaram tentando recuperar a arma e, obviamente, o primo já estava sendo ameaçado de morte. Neste momento a polícia já sabia dessa informação, tentou encontrar o adolescente, mas não conseguiu. Localizou apenas o pai do jovem, onde conversou e alertou ele sobre o risco de morte do filho. Ele não deu ouvidos e acabou que, três dias depois, o jovem foi executado na proximidade do TIMS, na Serra”, relatou.

De acordo com a polícia, os homens investigados como autores da execução do casal pertencem ao grupo do tráfico de Resistência e foram presos durante o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão domiciliar e dois mandados de prisão temporária. Com eles a polícia apreendeu 586 pinos de cocaína, ecstasy, maconha, dinheiro, munições calibre 12 e um simulacro. A arma utilizada no crime não foi localizada.

Segundo a delegada, os presos negam a participação na morte mas confessam que fazem parte no tráfico de drogas em Resistência.

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