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Carro de assassinos de ritmista foi usado em outro ataque na Ilha do Príncipe

O veículo também foi utilizado em um homicídio na Ilha do Príncipe, uma semana após a morte de Patrick Loureiro no Morro dos Alagoanos

Publicado em 03/10/2020 às 19h33
O ritmista Patrick Loureiro dos Santos Menezes, de 22 anos, morto durante um tiroteio no Alagoano, em Vitória
O ritmista Patrick Loureiro dos Santos Menezes, de 22 anos, foi morto durante um tiroteio no Alagoano, em Vitória. Crédito: Redes sociais/Unidos da Piedade

O carro usado pelos assassinos do ritmista Patrick Loureiro dos Santos Menezes, 22 anos, assassinado no Morro dos Alagoanos, em Vitória, foi usado sete dias depois para o ataque que tirou a vida de outro rapaz, mas, desta vez no bairro Ilha do Príncipe. O veículo foi apreendido esta semana, e a Polícia Civil apura a autoria dos delitos. 

Na noite de 22 de setembro, o ritmista Patrick, Loureiro dos Santos Menezes, de 22 anos, da escola de samba Unidos da Piedade, foi morto a tiros. O sambista chegou a ser socorrido após ser alvejado, mas não resistiu. 

Para o delegado Marcelo Cavalcanti, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, os  dois crimes estão relacionados.

"A morte do ritmista teria ocorrido devido à guerra do tráfico na região, mas sem ele ter qualquer relação com a situação. O objetivo seria fazer um ataque na Ilha do Príncipe, porém, com havia uma viatura da Polícia Militar no dia,  os criminosos seguiram em direção aos Alagoanos e visualizaram esse rapaz. Para não perder a viagem, atiraram nele, pois também mantêm guerra no local", explicou o delegado. 

Cavalcanti disse  ainda que a situação seria um ataque realizado pelo Trem-Bala, braço armado do Primeiro Comando da Capital (PCV), que visa a tomar a Ilha do Príncipe.

Após uma semana, o mesmo veículo passou pela Ilha do Príncipe e executou um rapaz na madrugada do dia (29). Horas antes desse ataque, quatro jovens haviam sido mortos em uma chacina na Ilha Dr. Américo, na Baía de Vitória , o que gerou demanda para atuação da Polícia Militar, deixando desguarnecida a Ilha do Príncipe.

"Não temos uma motivação evidente, pode ser pelo domínio para se ter aquela região também, para mostrar poder ou pela localização e lucros da região", avaliou o delegado Marcelo Cavalcanti sobre a execução na Ilha do Príncipe. 

A Polícia Civil encaminhou o carro dos suspeitos para a perícia. Não foi informado onde exatamente o veículo foi localizado. Os dois assassinatos continuam sendo apurados na tentativa de identificar e prender os autores. Na terça-feira (29), a Polícia Militar deteve três homens com armas que podem ter relação com crime, mas, até o momento, nada foi confirmado. 

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