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Após discussão em bar, policial civil é morto a tiros em Iúna

Segundo a Polícia Civil, o agente ainda conseguiu revidar e balear o atirador, que não resistiu e também morreu

Publicado em 12/03/2021 às 08h49
Atualizado em 12/03/2021 às 13h02
Segundo a Polícia Civil, o agente ainda conseguiu revidar e balear o atirador, que não resistiu e também morreu
Jane Antonio Rosa de Azevedo era investigador da Polícia Civil em Iúna. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Um policial civil foi morto a tiros no município de Iúna, na Região do Caparaó, na madrugada desta sexta-feira (12). O investigador foi atingido por disparos na saída de um bar. Jane Antônio Rosa de Azevedo, de 65 anos, revidou e também acertou o atirador, identificado como Eduardo Gomes de Matos, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu e também morreu.

De acordo com informações da Polícia Civil no município, o policial, que estava de folga, estava em um bar da cidade. Em um determinado momento, um homem, que também estava no bar e, segundo a Polícia Civil, já foi alvo de uma operação policial, começou a querer discutir com o agente.

O policial teria tentado sair da discussão e ir para casa. Quando ele estava chegando no carro, o homem foi atrás e atirou no agente. Mesmo atingido, o policial revidou e atirou no homem. O agente morreu no local. O homem chegou a ser socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu e também morreu.

De acordo com informações de populares repassadas à PM, o indivíduo de 64 anos estava embriagado e ficou importunando a vítima e, no momento que ela ia embora, ao abrir a porta do carro, o indivíduo a fechou, sacou a arma e atirou contra a vítima que revidou a injusta agressão.

ATIRADOR CUMPRIA REGIME ABERTO

De acordo com o delegado Tiago Dornelles, responsável pelo caso, o Eduardo cumpria pena em regime aberto. “Ele era controlado por tornozeleira e não poderia estar ali naquele horário. Para evitar um conflito maior, o policial foi sair, mas o suspeito sacou um revólver e o policial sacou sua pistola. O suspeito efetuou cinco disparos e um acertou o policial. O policial efetuou sete e cinco atingiram o suspeito", contou. 

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil enviou uma nota, lamentando a morte do investigador. Veja na íntegra. 

"É com tristeza que a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) recebe a notícia da trágica e covarde morte do investigador de Polícia Jane Antônio Rosa de Azevedo, de 65 anos. O investigador entrou na polícia no dia 7 de janeiro de 2014 e sempre trabalhou na Delegacia de Iúna.

Na unidade e região fez amigos e era reconhecido pelo excelente trabalho, comprovado em sua ficha funcional que registra vários elogios de suas chefias imediatas, superintendentes e delegado-geral. Destacou-se em investigações que trabalhou, que levaram à condenação criminosos perigosos na região, e sempre será lembrado pela dedicação, pensamento coletivo e esmero em cumprir as missões.

Recebeu também congratulações pelo apoio em operações que participou, não só em Iúna, como em outras cidades da região do Caparaó. Manifestamos aqui nossa solidariedade aos amigos e colegas que ele fez na instituição, bem como aos familiares, rogando a Deus que conforte o coração de todos neste momento.

 Delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda."

O QUE DIZ A POLÍCIA MILITAR

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que foi acionada para atender uma ocorrência de homicídio por arma de fogo no bairro Centro, em Iúna, na noite desta quinta-feira (11).

"No local, havia um homem em óbito (o policial civil) e um outro, de 64 anos, com perfurações de arma de fogo. Ele havia sido transferido para um hospital em Cachoeiro de Itapemirim, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito na estrada. A Polícia Civil foi acionada. De acordo com populares, o indivíduo de 64 anos estava embriagado e ficou importunando a vítima e, no momento que ela ia embora, ao abrir a porta do carro, o indivíduo a fechou, sacou a arma e atirou contra a vítima que revidou a injusta agressão", finalizou a nota. 

Atualização

12 de Março de 2021 às 12:57

Após a publicação desta reportagem, as polícias Civil e Militar enviaram nota sobre o caso.  Além disso, o delegado Tiago Dornelles também deu novas informações sobre o crime. Inicialmente, pelo menos três tiros teriam atingido o policial, em entrevista à TV Gazeta, o delegado citou um tiro. O texto foi atualizado. 

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