Publicado em 21 de junho de 2021 às 11:57
A menina de 6 anos agredida em Linhares, Norte do Espírito Santo, continua internada em Colatina, no Noroeste do Estado. De acordo com o avô materno, a neta apresentou melhora, respira sem a ajuda de aparelhos, mas “ainda não se move, nem mexe os olhos”. Segundo as investigações, a agressão teria sido feita pela madrasta com a conivência do pai da criança.>
Na UTI há quase um mês, a menina completou 6 anos no hospital. Em conversa com a reportagem de A Gazeta, o avô dela relatou que a equipe médica constatou muitas lesões no crânio, sendo necessário intubá-la, mas o quadro de saúde evoluiu e ela já respira sem a ajuda de aparelhos.>
A melhora, no entanto, ainda inspira cuidados. A criança ainda não se move, nem se mexe, e deve ser liberada do hospital, na próxima semana, para continuar o tratamento em casa, que fica em São Mateus.>
“Ela está melhorando. Já não precisa mais do respirador para respirar, mas ainda não se move nem mexe os olhos por conta própria. Os médicos falaram que a recuperação é lenta, foram muitas lesões no crânio. Mas o bom é que ela vai vir para casa, aqui em São Mateus, pra continuar sendo cuida. No hospital tem risco de infecção e de pegar alguma doença”, contou.>
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Procurada na manhã desta segunda-feira (21), a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) afirmou que o pai e a madrasta continuam presos. Ele no Centro de Detenção Provisória de São Mateus, e ela no Centro Prisional Feminino de Colatina.>
O casal é suspeito de ter cometido o crime de agressão contra a criança. A prisão foi decretada no dia 26 de maio. Após as investigações, a Polícia Civil concluiu que as agressões foram praticadas pela mulher com a conivência do pai da menina. Eles foram indiciados por lesão corporal grave e tortura.>
No dia 24 de maio, uma menina de 5 anos deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Shell, em Linhares, com sinais de agressão física e sexual. Devido à gravidade das lesões, ela foi transferida para a UTI de um hospital em Colatina.>
O médico que atendeu a criança fez contato com o Conselho Tutelar, que chamou a Polícia Militar. A equipe médica relatou aos policiais sobre os sinais de agressão. Diante disso, o pai e a madrasta foram conduzidos para a 16ª Delegacia Regional de Linhares.>
Em depoimento, o casal relatou que as lesões foram provocadas por um medicamento que ela teria feito uso. O delegado de plantão entendeu, naquele momento, que não havia indícios de autoria, assim, não manteve o pai e a madrasta detidos. Dias depois, eles foram presos. >
O médico legista da Polícia Civil confirmou a agressão contra a criança e descartou que a criança sofreu abuso sexual.>
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