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Publicado em 22 de julho de 2025 às 11:40
- Atualizado há 7 meses
Um advogado de 27 anos que mora em Linhares, no Norte do Espírito Santo, foi preso em flagrante suspeito de tentar extorquir um milhão de dólares de um empresário do Oriente Médio — a vítima tem 55 anos. A prisão ocorreu em 15 de julho, mas o advogado acabou solto em audiência de custódia dois dias depois. Apesar disso, a informação sobre a investigação foi divulgada pela polícia somente nesta terça-feira (22).>
O delegado Breno Andrade, que comandou a apuração, contou que vítima e advogado se conheceram ainda neste mês pelas redes sociais. O suspeito de extorsão ganhou a confiança do empresário, que acabou compartilhando informações pessoais. Ao ter acesso aos detalhes da vida dele, o advogado começou a ameaçá-lo: ou pagava o milhão de dólares ou teria os dados sensíveis divulgados — e deu prazo de 15 de julho para o pagamento. >
"Recebemos a denúncia por meio da defesa da vítima no dia 14, e eles já estavam com todas as informações e dados técnicos em mãos. Vimos ali que era um caso que caberia uma prisão em flagrante porque o advogado (suspeito) estava colocando um prazo para que esse pagamento fosse efetuado. Fomos à cidade de Linhares e prendemos o suspeito em flagrante na garagem da residência dele", informou o titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos.>
Segundo o delegado, a vítima é alvo de criminosos por ter um alto padrão financeiro. Sabendo disso, o advogado viu uma chance de ter acesso ao dinheiro do empresário. A investigação apontou ainda que o advogado enviou em inglês para a vítima a seguinte mensagem: "O preço é justo [1 milhão de dólares] , e para você são apenas alguns trocados, então vamos lá. Sua vida, reputação e mandato estão em jogo". Em outro momento, deu prazo para pagamento da chantagem: cinco dias.>
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O delegado contou que o advogado se surpreendeu com a prisão e que teria até confirmado o crime, achando que a Polícia Civil não descobriria pelo fato de o empresário ser de outro continente. "Extorsão é um crime grave", finalizou. >
O nome do advogado não foi divulgado pela polícia, mas o espaço nesta reportagem segue aberto para posicionamento. A Gazeta também procurou a OAB-ES, que informou ter acompanhado o caso, apesar de a investigação não ter relação com o exercício profissional. "A Comissão de Prerrogativas acompanhou o caso para verificar se todos os processos estavam ocorrendo dentro da legalidade e tudo aconteceu conforme os trâmites legais", finalizou.>
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