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Advogadas são presas em operação que investiga entrega de drogas em presídio no ES

A Polícia Civil identificou membros de uma organização criminosa que estaria traficando drogas para internos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari, aliciando servidores públicos e advogados para isso mediante pagamento de propina

Publicado em 11/09/2020 às 07h33
Atualizado em 11/09/2020 às 13h09
A Polícia Civil diz que identificou membros de uma organização criminosa empenhada em traficar entorpecentes para internos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari, aliciando servidores públicos e advogados para tais práticas, mediante pagamento de propina
Polícia Civil cumpre mandados em operação que mira advogadas. Crédito: Divulgação/ Polícia Civil

Duas advogadas foram presas em uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas. Segundo a Polícia, elas são suspeitas de levar entorpecentes para os presos dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.

A Operação Vade Mecum foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (11) pela Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Guarapari e é voltada ao cumprimento de seis mandados de prisão temporária que estão relacionados aos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção ativa.

De acordo com a Polícia Civil, após meses de investigação, a Denarc de Guarapari identificou membros de uma organização criminosa empenhada em traficar entorpecentes para internos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari, aliciando servidores públicos e advogados para tais práticas mediante pagamento de propina.

A operação conta com apoio das delegacias regionais de Vitória e de Guarapari, da equipe de k9 da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e é acompanhada pela Comissão de Defesa de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES).

Entre os alvos das diligências, além das advogadas, também estão dois internos do sistema prisional. A Polícia Civil deve convocar uma coletiva de imprensa para falar sobre o assunto. Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Espírito Santo (OAB-ES) disse que está acompanhando o caso e buscando informações para, se necessário, tomar as providências cabíveis, observando as prerrogativas da advocacia e as normas do Código de Ética e Disciplina da OAB.

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