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Máfia internacional de agiotagem pode ter levado a suicídios no ES

A Polícia Civil afirmou que vai investigar casos de pessoas que podem ter tirado a própria vida porque não conseguiram pagar as dívidas

Publicado em 10/09/2020 às 19h40
Atualizado em 10/09/2020 às 22h58
Um dos mandados é cumprido em Vila Velha
Polícia deflagra uma operação contra uma máfia internacional que atua no ES. Crédito: Reprodução/ TV Gazeta

Polícia Civil informou que pessoas podem tirado a própria vida por não conseguirem quitar empréstimos realizados com uma quadrilha internacional de agiotagem que atua, a princípio, em pelo menos três municípios do Espírito Santo. Nesta quinta-feira (10), 13 membros da organização criminosa foram presos durante a Operação Cartagena em Vila VelhaAracruz e Itaipava, distrito de Itapemirim.

O secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre Ramalho, classificou a atuação da quadrilha como "perversa" e informou que os alvos eram principalmente pessoas humildes, que buscavam empréstimos de baixo valor. O secretário completou, dizendo que os membros utilizavam violência psicológica e ameaças, inclusive com armas de fogo, para pressionar as vítimas para que quitassem os débitos. 

De acordo com a Polícia Civil, foram apreendidos 32 documentos de veículos que serviriam como pagamentos das dívidas adquiridas pelas vítimas com a quadrilha, além de cerca de R$ 280 mil em notas promissórias. O delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), João Francisco afirmou, porém, que algumas pessoas ainda assim não conseguiram quitar os débitos.

"As investigações continuam, há outros crimes a se apurar. Temos elementos que informam que tiveram pessoas que tiraram a própria vida porque não conseguiram pagar essa dívida. É um caso grave, que estamos investigando a correlação destes fatos”, disse o delegado.

Leque de talões de notas promissórias apreendidos pela polícia
Cerca de R$ 280 mil reais em notas promissórias foram apreendidos pela polícia. Crédito: Daniel Pasti

A divulgação dos serviços da organização criminosa era feita através de panfletagem, segundo a polícia. Uma integrante - a única brasileira do grupo - distribuía cartões de visitas com promessas de facilitações no pagamento das dívidas, o que não se confirmava após os empréstimos serem realizados.

Segundo a polícia, trata-se de uma quadrilha bem organizada, com divisões específicas para as partes administrativas e outros membros focados exclusivamente no uso da força para extorquir as vítimas. A Polícia Civil revelou também que a máfia atua em todo o Brasil, além de, possivelmente, outros municípios do Espírito Santo.

A Polícia Civil divulgou que os 13 membros da quadrilha presos nesta quarta-feira (10) serão indiciados por associação criminosa, mas ainda serão investigados por outros crimes, como lavagem de dinheiro e extorsão.

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