Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Pesquisa científica

DNA Ambiental: técnica identifica 123 novas espécies no Rio Doce

Chamada de sequenciamento de última geração, o método faz identificação de cada fragmento das centenas de espécies que viviam naquele ambiente no momento da coleta de amostras

Publicado em 02 de Dezembro de 2019 às 21:04

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 dez 2019 às 21:04
Barcos na foz do Rio Doce, em Regência: lama da Samarco contaminou as águas Crédito: Carlos Alberto Silva
Pela primeira vez usada no Espírito Santo, a técnica do “DNA Ambiental” ou “eDNA”, catalogou 123 espécies novas de bentos no Rio Doce - animais invertebrados subaquáticos com no máximo cinco milímetros. Eles foram encontrados no estuário do Rio Doce, que é o local onde o rio se encontra com o mar – na região de Regência, no município de Linhares.
DNA Ambiental - técnica identifica 123 novas espécies no Rio Doce
Segundo o pesquisador e professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ângelo Bernardino, essa é uma técnica que permite a identificação de um enorme número de espécies através do sequenciamento de DNA presente em sedimentos. 
No caso da pesquisa desenvolvida no estuário do Rio Doce, foram coletados sedimentos provenientes da barragem da Samarco, que rompeu em novembro de 2015 e avançou sobre o Rio Doce. “É similar aos programas de séries policiais onde se encontra alguém pelos traços de sua pele, cabelo ou sangue. Onde existir DNA, temos a capacidade de identificar a identidade de sua origem”, explica.
Após a coleta de sedimentos, é feito no laboratório da Ufes a extração do DNA. Posteriormente, esse DNA é levado para os Estados Unidos para sua identificação. A técnica, chamada de sequenciamento de última geração, faz a identificação de cada fragmento das centenas de espécies que viviam naquele ambiente no momento da coleta de amostras. Da coleta até o resultado final, leva-se cerca de um ano. 
Bernardino explica que, com 300 gramas de sedimentos, é possível extrair todas as informações e identificar de uma maneira quase automatizada.  Destaca ainda que os estudos anteriores eram baseados em dados morfológicos dos organismos vivos.
“O problema das técnicas tradicionais é a demora e a fragilidade na identificação visual das espécies, porque, manualmente, os pesquisadores olham um organismo de um milímetro de tamanho na lupa. A tendência ao erro é muito grande. Outro problema é o número de indivíduos. Em 300 gramas de sedimento, há milhares de organismos. É um trabalho árduo contar e identificar cada um desses animais. Então, com o eDNA, as técnicas moleculares de sequenciamento estão muito avançadas”, finaliza.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Dupla chega de moto, invade casa e mata homem a tiros em Linhares
Carteira de trabalho digital
Dia do Trabalho: modernização da legislação exige atenção
Imagem de destaque
Horóscopo semanal: previsões dos signos de 04 a 10 de maio de 2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados