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Sem dinheiro de passagem, porteiro perde entrevista de emprego no ES

Apesar de ter perdido a chance de trabalho, a história de Jaci Divino Gomes mobilizou inúmeras pessoas, que o ajudaram por meio de uma vaquinha na internet. O valor ainda será entregue ao porteiro

Publicado em 07/11/2019 às 12h48
Jaci há meses busca um novo emprego como porteiro, caseiro ou ajudante de cozinha. Ele tem experiência nas três profissões. Crédito: Arquivo pessoal
Jaci há meses busca um novo emprego como porteiro, caseiro ou ajudante de cozinha. Ele tem experiência nas três profissões. Crédito: Arquivo pessoal

Nas últimas semanas, a história do porteiro Jaci Divino Gomes, de 55 anos, comoveu muita gente nas redes sociais na Grande Vitória e fez com que pessoas até de fora do país o procurassem para ajudá-lo. Convivendo com o desemprego por muitos meses nos últimos dois anos, ele resolveu fazer uma placa contando brevemente a própria história e também tentava se recolocar no mercado de trabalho como porteiro e caseiro.

Diariamente Jaci deixa o bairo Flexal, em Cariacica, com destino à Praia da Costa, em Vila Velha, onde se posiciona em frente à entrada de um supermercado. De tanto insistir, ele viu uma mobilização se criar em torno dele e apareceram as primeiras oportunidades, mas a falta de dinheiro até para pagar uma passagem o impediu de conseguir o emprego.

Jaci Divino Gomes

Desempregado

"Um restaurante de Vila velha me procurou, e eu tinha uma entrevista marcada com eles para a última segunda-feira (05). Mas eu não tinha dinheiro para pagar a passagem e não consegui chegar a tempo. Infelizmente acabei não indo e perdi essa oportunidade. Algumas vezes consigo carona ou alguma doação, mas nesse dia eu não tinha nada. Não sou aposentado e moro sozinho, mas não desisto. Sigo indo todos os dias para o mesmo local em busca por uma oportunidade"

O último emprego de Jaci foi em um supermercado na Reta da Penha, em Vitória, mas a experiência não chegou a durar um mês. "Havia conseguido uma vaga de recolhedor de carrinhos, mas houve um corte de pessoal e me incluíram. Fiquei pouco mais de vinte dias", detalhou o porteiro, que anteriormente ao emprego, trabalhava em um condomínio na Serra. Ele também já foi porteiro na Praia do Canto, em Vitória.

AJUDA PELA INTERNET

A situação de Jaci ao menos ganhará um respiro nos próximos dias. O caso dele mobilizou muitas pessoas e, por meio de uma vaquinha virtual, foi arrecadada uma quantia significativa, que o ajudará a se manter por um período. Quase 700 pessoas fizeram doações.

"Fizeram essa campanha para me ajudar e recebi ligações de pessoas que moram em Portugal, Espanha e até nos Estados Unidos. O pessoal que ficou à frente me disse que até o final do mês eu devo receber essa ajuda. Vai me ajudar muito, pois é difícil sobreviver com quase nada", disse.

Embora as doações ajudem, elas não são o foco de Jaci. "Quero trabalha, me sustentar. Tenho experiência como porteiro, caseiro e ajudante de cozinha, mas estou aceitando qualquer emprego. Enquanto não consigo, sigo aqui", finalizou. A gente segue na torcida! 

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