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Cuidados com a pandemia

Quem corre mais risco ao ser contaminado com o coronavírus

Especialistas ouvidos pela A Gazeta apontam os grupos que devem redobrar o cuidado com a higiene para evitar a contaminação ou a transmissão do novo vírus

Publicado em 13 de Março de 2020 às 18:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 mar 2020 às 18:09
Limpar as mãos com álcool gel é uma das formas de evitar o coronavírus Crédito: Vitor Jubini
Idosos, pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca ou renal, doenças reumatológicas, problemas crônicos respiratórios, como asma e bronquite, e em tratamento de câncer são considerados alguns dos grupos de risco no caso de contaminação com o novo coronavírus
Segundo a médica infectologista Polyana Gitirana Guerra, o grupo de risco mais evidente é composto pelos idosos, fato demonstrado pelos estudos epidemiológicos e as publicações científicas recentes. Além das pessoas acima de 60 anos, pacientes que apresentam doenças crônicas também manifestam o quadro mais grave do Covid-19.
"A média dos pacientes que morreram são pessoas acima dos 80 anos. São pacientes que têm doenças que comprometem a imunidade, como diabetes, doenças autoimunes ou câncer. São pessoas que vão necessitar de uma unidade de terapia intensiva e apresentam alto risco, ainda que tenham toda estrutura de atendimento, de morrer pela doença"
Polyana Gitirana Guerra - Médica infectologista
O médico infectologista Crispim Cerutti Junior explicou que o corpo humano possui um sistema de defesa organizado para evitar ameaças representadas por qualquer agente infeccioso, mas esse sistema enfraquece com o avançar da idade e fica ainda mais comprometido quando o organismo já foi atingido com alguma patologia crônica.
Lavar bem as mãos é umas principais medidas para evitar a infecção por coronavírus Crédito: Arquivo/AG
“Todos aqueles que têm uma condição mórbida crônica, doenças reumatológicas de forma geral, insuficiência de órgãos, os pneumopatas, neuropatas e pessoas que têm deficiência de mobilidade estão no grupo de risco. Todas são doenças que comprometem a capacidade das pessoas de se defenderem do agente infeccioso. Essas pessoas, a rigor, nessa época, deveriam permanecer em casa por causa da exposição”, alertou.
De acordo com a médica infectologista Rúbia Miossi, quem tem esse perfil deve redobrar a atenção às medidas de higiene individual como a limpeza das mãos com água e sabão ou álcool gel e, nos espaços públicos, deve aumentar os cuidados no contato das mãos com objetos e até mesmo com outras pessoas.
"Esses pacientes têm risco de ficar em estado mais grave porque nos outros países foi esse grupo de pessoas que adoeceu e morreu mais. O risco de pegar o coronavírus é igual para todo mundo, mas, para essas pessoas, o risco é alto de morrer se contaminadas. Esse grupo deve ter mais atenção"
Rúbia Miossi - Médica infectologista

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