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Loja de bicicletas em Vitória faz reparos de graça para entregadores

No atual contexto de crise, provocada pelo aumento dos casos de coronavírus no Estado, uma oficina de bicicletas de Jardim da Penha decidiu realizar a ação para ajudar aos entregadores que fazem uso de bikes para trabalhar

Publicado em 08/04/2020 às 15h32
Atualizado em 08/04/2020 às 21h39
Loja e oficina em Jardim da Penha conserta bicicletas de forma gratuita para entregadores de comida
Loja e oficina em Jardim da Penha conserta bicicletas de forma gratuita para entregadores de comida. Crédito: Thais Coelho

No atual contexto de crise, provocada pelo aumento dos casos de coronavírus no Estado, uma loja e oficina de bicicletas de Jardim da Penha, em Vitória, decidiu colocar em prática uma ação para ajudar aos entregadores que fazem uso de bikes para trabalhar. Os serviços de manutenção necessários como encher pneus, regular a marcha, consertar o freio ou a corrente, estão sendo feitos, desde segunda-feira (06), por conta do estabelecimento.

De acordo com Thais Coelho, de 30 anos, que trabalha na empresa, a iniciativa teve início depois que ela percebeu que, além da contaminação, o emprego é uma preocupação constante das pessoas neste momento.

"Muita gente se cadastrou para fazer entrega de bike e conseguir uma renda. Muitas dessas pessoas tinham bicicleta parada no condomínio. Vi que em São Paulo teve gente que não conseguiu voltar a trabalhar, porque não tinha onde consertá-la (a bicicleta), já que estava tudo fechado. O governador de lá, o Dória, autorizou então a abertura das oficinas. Casagrande autorizou essa semana, então resolvi implementar essa ação".

Quem precisar fazer reparos na bicicleta usada para trabalhar, basta ir à loja e comprovar o cadastro em alguma plataforma de entrega. "A gente recebe as bikes e faz os serviços, só não colocamos peça nova, mas a gente dá um jeito no que pode. Hoje é quarta (08) e onze pessoas já nos procuraram dentro dessa situação", comentou.

"TUDO O QUE FAZEMOS DE BOM VOLTA PARA NÓS"

Thais contou que todos os anos organiza alguma ação solidária, em especial próximo ao natal. "É questão de convicção pessoal. Tudo que fazemos de bom volta para a gente. Todo mundo fazendo um pouquinho pode acabar atingindo muita gente. Se todo mundo pensasse diferente, talvez a situação geral fosse diferente".

Nesse momento, em especial, ela pensa nas vítimas do coronavírus. "É um aperto no coração saber que tem tanta gente que está se vitimando com o vírus e que tem gente que ainda será vítima. O que deixa mais triste é que muita gente não vai ter amparo, por questões socioeconômicas mesmo", finalizou.

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