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Garis ajudam a resgatar moradoras e cães de incêndio em apartamento no ES

Eles se juntaram a populares, entraram no apartamento para fazer a primeira parte do resgate e depois usaram escadas para salvar um dos animais que estava na janela, enquanto o fogo se alastrava na residência

Publicado em 11/05/2020 às 16h53
Atualizado em 11/05/2020 às 16h56
Garis usaram escadas para resgatar cão em incêndio de apartamento em Itapuã
Garis usaram escadas para resgatar cão em incêndio de apartamento em Itapuã. Crédito: Internauta

O resgate dos cachorros e das duas moradoras no apartamento que pegou fogo em Itapuã, Vila Velha, aconteceu graças a ajuda de três trabalhadores da limpeza urbana do município, além de outros populares, durante o incêndio na manhã desta segunda-feira (11). Os garis faziam a limpeza de uma rua próxima, quando viram a fumaça e os gritos desesperados dos vizinhos. Eles se juntaram a moradores da região, entraram no apartamento para fazer a primeira parte do resgate e depois precisaram usar escadas para salvar um dos animais que estava na janela, enquanto o fogo se alastrava na residência. 

O incêndio teve início por volta das 8 horas e destruiu completamente um apartamento. As duas moradoras que estavam na residência, mãe e filha, de 78 e 26 anos, tiveram ferimentos leves. Elas foram levadas ao Hospital de Vila Velha por terem inalado fumaça.

GARIS FAZEM RESGATE DE CÃO

 O pintor Danilo Santos contou que chegava para trabalhar quando viu o fogo e ajudou outros populares a acordar os moradores do prédio. "Eu escutei a gritaria e fui, batendo de porta em porta. Chegaram a pegar o extintor pra tentar amenizar as chamas, mas não conseguimos", contou. 

De acordo com moradores da região, a primeira parte do resgate foi feita antes da chegada do Corpo de Bombeiros, por populares que entraram no prédio e conseguiram resgatar as duas moradoras e um dos cachorros da casa incendiada. Ao verem a fumaça e ouvirem os gritos de pedido de socorro dos vizinhos,  três trabalhadores da limpeza urbana do município que atuavam em uma rua próxima, foram ao local.

Vídeos feitos pelos moradores mostram que havia um segundo cachorro na residência. Desesperado, o animal foi para uma das janelas gradeadas do apartamento, que já estava tomado pela fumaça. Populares reuniram várias escadas, que foram emendadas de forma improvisada e usadas pelos garis para subir até a janela e resgatar o animal. Logo depois, o Copro de Bombeiros chegou, por volta de 8h30. Até às 10 horas o incêndio já estava controlado. 

COBERTOR ELÉTRICO

De acordo com a apuração da TV Gazeta, que foi ao local, há a suspeita de que o incêndio tenha começado por causa de um curto circuito. As vítimas afirmaram ao Corpo de Bombeiros que usavam um cobertor elétrico quando tudo aconteceu. Porém, a causa ainda será apurada.

Segundo o Corpo de Bombeiros, uma equipe de perícia já foi ao local apurar a possível causa do incêndio, que aconteceu em um apartamento do terceiro andar. O imóvel ficou completamente destruído e inabitável. Todos os moradores dos outros apartamentos tiveram que sair às pressas e os vizinhos ficaram assustados com a altura das chamas e da fumaça, que podia ser vista até da Terceira Ponte.

"As moradoras são uma senhora de 78 anos de idade e uma jovem de 26 anos, que inalaram bastante fumaça e foram encaminhadas ao Hospital Vila Velha, em virtude do plano de saúde que elas têm. Aparentemente, durante o transporte, elas disseram que dormiam com uma manta térmica ao lado da cama. Não sabemos ainda se isso foi a causa do incêndio", informou o Coronel Wagner Borges, comandante do Corpo de Bombeiros

PRÉDIO INTERDITADO PARA PERÍCIA

O sistema hidráulico do prédio não funcionou e os bombeiros precisaram usar dois caminhões de água e um hidrante para combater chamas. Após controlar fogo, era possível ver as rachaduras que ficaram no prédio. Por isso, os moradores não podem retornar para as suas casas até que a perícia seja feita.

"Não dá para os moradores voltarem. Há uma trinca muito significativa do lado externo do apartamento. É necessária a presença da Defesa Civil de Vila Velha e da equipe de perícia do Corpo de Bombeiros Militar para dizer se há a possibilidade ou não de retorno aos apartamentos que foram tomados pela fuligem. Na residência do incêndio não há possibilidade de retorno porque foi destruído em sua totalidade", completou o comandante. 

Muitos moradores retornaram aos apartamentos para buscar remédios e pertences. Depois, foram para a casa de amigos e parentes.

Com informações de Diony Silva, da TV Gazeta.

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