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Coronavírus

Bombeiros alertam para risco de queimaduras com álcool em gel

Auxílio no processo de higiene, o álcool em gel tem sido muito consumido na tentativa de evitar a contaminação pelo coronavírus

Publicado em 08 de Abril de 2020 às 09:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 abr 2020 às 09:00
Álcool gel: se falsificado, não use; se legalizado, use com cuidado
Álcool gel: se falsificado, não use; se legalizado, use com cuidado Crédito: Marcello Casal Jr | Agência Brasil
Desde os primeiros registros de pacientes infectados pelo novo coronavírus no Espírito Santo, houve uma correria desenfreada por álcool em gel. Porém, o produto é altamente inflamável, segundo o tenente-coronel Carlos Wagner Borges, do Corpo de Bombeiros. Ele ainda dá dicas de segurança sobe o  uso do produto.
“A primeira regra é que dentro de casa não se usa álcool em gel. Dentro de casa é água e sabão. O álcool em gel é para ser usado na rua, quando não se tem uma pia disponível para lavar as mãos. Deve-se levar um frasco pequeno. O produto não seca rapidamente da pele”, enfatiza.
Outra preocupação do Corpo de Bombeiros é sobre o armazenamento do álcool em gel. Dentro de casa, não é recomendado deixar o álcool em gel exposto, em especial por causa das crianças e os riscos de acidente.
“A pele úmida de álcool em gel pode sim queimar se houver contato com o fogo. As chamas são transparentes, por isso pode ser que a pessoa não perceba que está queimando. Temos que entender que é um material infamável, deve ficar longe de qualquer lugar que aquece, não pode ficar dentro do carro. Deve ser guardado dentro de um armário com porta e em ambientes mais elevados”, detalhou.
Em caso de acidente, ele orienta que o ferido deve colocar um pano molhado com água e procurar um serviço de pronto atendimento de saúde, pois queimaduras com álcool em gel são pelo menos de segundo grau de gravidade. “A pessoa vai ter que procurar um hospital, onde pode contrair o coronavírus que ela mesma queria evitar, além de poder ter um quadro de infecção”, enfatiza Borges.
O tenente-coronel também orienta como deve ser o procedimento para sair e entrar em casa. “A prioridade é que você saia com roupas de mangas compridas, para que menos partes da pele fiquem expostas, e de preferência com máscara. Quando chegar em casa vai retirar a roupa e coloca-la dentro de uma sacola e fechar. Se você puder estender em um varal por 24 horas, o vírus morre”, explicou. Em seguida a pessoa deve tomar banho com sabonete ou sabão, inclusive usar no cabelo, e só depois passar shampoo. “A maior parte dos shampoos tem PH neutro, ou seja, não retira o vírus”, completou.

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