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A luta da periferia

Casal de idosos usa restos de sabão e não sabe o que é álcool em gel no ES

Em Cachoeiro de Itapemirim, a dona Maria Helena, que mora com seu esposo acamado, fala que ainda não entendeu o que é o coronavírus e o que sabe ouviu no rádio e na televisão

Publicado em 03 de Abril de 2020 às 12:10

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 abr 2020 às 12:10
Moradores de periferia falam de como é enfrentar o coronavírus sem recursos no Sul do ES
Moradores de periferia falam de como é enfrentar o coronavírus sem recursos no Sul do ES Crédito: TV Gazeta Sul/Marcel Alves
isolamento social proposto como medida de prevenção à proliferação do novo coronavírus é para todo o Espírito Santo, mas, para algumas pessoas, este período tem gerado mais que uma mudança na rotina. Em Cachoeiro de Itapemirim, na Região Sul do Estado, um casal de idosos convive com o medo e a falta de recursos em meio à pandemia.
A dona Maria Helena, que mora no bairro Village da Luz, com seu esposo Adenilson de Oliveira, acamado, fala que ainda não entendeu o que é o coronavírus e o que sabe ouviu no rádio e na televisão.
"Eu sei lá, porque eles falam que transmite, que a pessoa não pode dá a mão um ao outro, que tem que ficar toda hora lavando as mãos com sabão, essas coisas todas. Eu fiquei com medo, sinceridade"
Maria Helena - Idosa
Um dos itens mais procurados pela população, nesse período, para ajudar na higienização das mãos e de objetos, é o álcool em gel, mas na casa deles o produto ainda não chegou e eles nem sabem o que é. 
"Não tenho álcool em gel não. Não sei nem o que é isso, pra te falar verdade. Eu não sei não"
Maria Helena - Idosa
O casal, que vive com um salário mínimo, enfrenta também a dificuldade financeira, que é comum no cotidiano e se agrava ainda mais nesta fase de mais cuidados com a higiene pessoal e do ambiente.
Moradores de periferia falam de como é enfrentar o coronavírus sem recursos no Sul do ES
Sabão doado pelos vizinhos Crédito: TV Gazeta Sul/Marcel Alves

SOBRA DOS VIZINHOS

O único sabão que eles têm em casa é a sobra de outros sabões que os vizinhos doaram. Maria Helena utiliza o produto para lavar as roupas. As mãos são higienizadas apenas com água e, na maioria das vezes, durante algum outro serviço de limpeza da casa. “Lavar as mãos, mesmo, quer dizer, praticamente, eu estou mexendo com água toda hora né", fala. 

FALTA ALIMENTAÇÃO E REMÉDIO

Adenilson contou que, além disso, tem faltado até o medicamento que ele precisar tomar e o dinheiro nem sempre dá para comprar a alimentação adequada para cuidar da desnutrição dele.
Moradores de periferia falam de como é enfrentar o coronavírus sem recursos no Sul do ES
Moradores de periferia falam de como é enfrentar o coronavírus sem recursos no Sul do ES Crédito: TV Gazeta Sul/Marcel Alves
Já tem cinco anos que está acamado e, segundo ele, a prefeitura não tem dado assistência com os serviços públicos, inclusive, de saúde. “Não vem uma enfermeira aqui, não vem uma agente de saúde. Estou sem remédio”, disse.

O QUE DIZ A PREFEITURA

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim informou que uma equipe da secretaria de Desenvolvimento Social foi à casa de Maria Helena e Adenilson, nesta semana, para prestar assistência e levar um kit de limpeza e de higiene, bem como a Secretaria de Saúde, para saber as condições clínicas do Adenilson.
A prefeitura disse ainda que o casal é acompanhado pela unidade básica de saúde do bairro onde mora. Eles foram vacinados contra a gripe e orientados, tanto sobre o cuidado com a saúde dele como sobre a Covid-19.

COMO AJUDAR MARIA HELENA E ADENILSON

Quem quiser ajudar o casal, pode entrar em contato com o Robson, que é vizinho deles, pelo telefone (28) 99961-7882. Ele irá intermediar o contato, uma vez que eles não têm telefone.

OUTRO CASO

Moradores de periferia falam de como é enfrentar o coronavírus sem recursos no Sul do ES
Moradores de periferia falam de como é enfrentar o coronavírus sem recursos no Sul do ES Crédito: TV Gazeta Sul/Marcel Alves
No bairro Bela Vista, também em Cachoeiro, o Natanael Dias Silva que trabalha como diarista de supermercado, está enfrentando as mudanças da rotina por conta do novo coronavírus e isso já comprometeu o orçamento da sua família.
“Eu trabalho por dia e, infelizmente, com esse caos que está sendo o coronavírus, a gente não está conseguindo manter as contas em dia. Está complicado. Hoje mesmo tivemos que pagar umas contas e a gente vai juntando o dinheiro que dá pra conseguir pagar e não ficar devendo nada. Essa semana eu vou conseguir trabalhar dois dias pra ganhar um trocado, mas não está como antes, que eu tava trabalhando direto”, finalizou o Natanael.
Com informações de Mônica Camolesi/TV Gazeta

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