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Publicado em 8 de abril de 2021 às 19:48
- Atualizado há 5 anos
Com o objetivo de vacinar a população brasileira contra a Covid-19 até setembro deste ano, o movimento Unidos Pela Vacina tem colocado em contato empresários e gestores estaduais e municipais para promover doações de insumos e serviços necessários para acelerar o processo de imunização. >
Segundo levantamento feito pelo grupo, no Espírito Santo, itens como agulhas, seringas e luvas são os materiais mais demandados pelas prefeituras, mas há também necessidade de câmaras frias, caixas térmicas, computadores e conexão com a internet. >
O Unidos pela Vacina pretende colocar em contato empresas que produzam esses materiais ou estejam dispostas a adquiri-los com prefeitos e secretários de saúde para que seja feita a doação. A intenção é que os empresários “adotem” uma ou mais cidades para tentar suprir essas necessidades. >
No Espírito Santo, são embaixadores do projeto o movimento ES em Ação, a Rede Gazeta, o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor (Sincades), o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística (Transcares) e as Federações das Indústrias (Findes) e do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio-ES).>
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A empresária e presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, comanda o movimento e reforçou em live na tarde desta quinta-feira (8) a importância da solidariedade das empresas para agilizar a vacinação e dar suporte aos municípios.>
“Nós não podemos ficar de braços cruzados. Vamos dizer aos nossos netos que passamos por uma pandemia trabalhando dia e noite. Fazemos porque precisamos agir. Quem quiser adotar uma ou duas cidades é muito bom, mas também pode apoiar de outras formas”, disse.>
No site do movimento estão listados endereços de e-mail para cada Estado por onde os empresários podem se informar sobre a necessidade de um ou mais municípios. Também é possível ajudar de forma mais geral, dando apoio logístico ou de comunicação, entre outros. >
Trajano explicou que as doações não passam pelas mãos dos organizadores do movimento. Elas são feitas diretamente às prefeituras por intermédio do grupo Unidos Pela Vacina.
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Um levantamento foi feito junto às mais de 5,5 mil prefeituras do país para saber quais são os problemas mais urgentes. Segundo Trajano, é com base nesse estudo que é feita a orientação aos empresários sobre o que precisa ser comprado ou fornecido. No Espírito Santo todas as cidades responderam.>
Trajano ressaltou durante o evento virtual que o objetivo do grupo não é adquirir vacinas e citou a dificuldade em obter imunizantes junto aos laboratórios devido a escassez deles. >
“O grupo não vai comprar vacina porque não tem vacina pra vender. Temos a impressão de que até o fim do ano vamos ter muitas empresas vendendo vacinas. Se alguém conseguir comprar agora, ótimo, até 60% vai ter que dar para o SUS. Mas a dificuldade não está no dinheiro. Está na falta de vacina. É o mundo inteiro querendo comprar”, esclareceu. >
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