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Taxas de juros altas e burocracia travam crédito para indústrias do ES

Pesquisa da Findes aponta que quase metade dos empresários do setor no Estado que buscaram por um empréstimo precisavam de capital de giro. Outros 33% relataram que o objetivo era usar recursos para fazer investimentos

Publicado em 30/03/2021 às 16h21
Indústria, metalúrgica, siderúrgica, fábrica
Trabalhador em indústria: setor tem sido impactado pela pandemia. Crédito: Miguel Ângelo/CNI

pandemia do coronavírus impactou fortemente o caixa das empresas. No setor industrial, a saída para muitos negócios tem sido reduzir ou paralisar a produção diante das novas restrições no Espírito Santo e no Brasil. Apesar desse cenário, boa parte das indústrias capixabas ainda encontram grande dificuldade para obter crédito.

Pesquisa realizada com empresários do setor pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) apontou que as taxas de juros elevadas, exigência de garantias e a burocracia são as principais dificuldades e  impedimentos apontados por 85,5% das indústrias capixabas que buscam por empréstimos.

Outras dificuldades citadas foram a falta de certidões por parte das empresas (registro Serasa e SPC), prazos curtos e exigência de reciprocidade, que é a concessão de empréstimo apenas mediante a aquisição de outros produtos junto à instituição financeira.

MOTIVOS

Já com relação ao motivo para solicitar o empréstimo, 48,7% das indústrias responderam que precisavam de capital de giro, podendo ser a curto, médio ou longo prazo. Já 33,3% relataram que fariam investimentos em estrutura e maquinário e outros 5,6% apontaram o investimento em inovação.

Também foram citados o uso do crédito para financiamento à exportação ou exportação, renegociação de dívidas e operação de Antecipação de Crédito de Exportação (ACE).

O levantamento foi realizado pelo Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC-ES) da Findes, durante o mês de março de 2021, por meio de questionário a empresas de diversos segmentos da indústria. Das empresas respondentes, 47% eram microempresas, 40% empresas de pequeno porte e os outros 13% empresas de médio porte.

O responsável pelo NAC-ES, Leonel Piovezan, explica que a pesquisa tem como objetivo mapear quais as modalidades de crédito que as empresas precisam nesse momento, seja capital giro, aquisição de máquina, entre outros, e também identificar os entraves que o empresário enfrenta na hora de buscar o recurso junto ao banco.

“Com os dados obtidos iremos apresentar e sugerir as instituições financeiras parceiras, o desenvolvimento de soluções especificas de crédito para a indústria”, comenta.

* Com informações da Findes

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