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Sem festas, dono de pula-pula abre quitanda para superar pandemia no ES

Segundo o comerciante, as vendas começaram apenas com bananas, mas com a demanda crescente, outras opções de frutas e verduras foram incluídas

Publicado em 22/05/2020 às 11h49
Atualizado em 22/05/2020 às 11h49
Sem festas, tio do pula-pula abre quitanda para superar pandemia em Linhares
O comerciante Geraldo da Silva precisou recorrer a uma fonte alternativa de renda durante a pandemia do novo coronavírus. Crédito: TV Gazeta/Reprodução

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus tem provocado reflexos em diversos setores da economia. Os pequenos negócios foram os mais impactados, como é o caso do comerciante Geraldo da Silva, que trabalhava com aluguéis de pula-pula em Linhares, antes de o isolamento social ser recomendado como medida de prevenção contra o vírus.

Sem as festas infantis que costumava render para ele a principal fonte de renda com o aluguel dos brinquedos, o jeito foi se reinventar. Segundo Geraldo, a simples ideia de comercializar bananas foi o pontapé inicial.

Após compartilhar a ideia com a esposa, o comerciante decidiu empreender no novo ramo e, assim, garantir uma fonte alternativa de superar a pandemia. No início eram só as bananas, mas, com o passar dos dias, o negócio cresceu e outros produtos foram disponibilizados para os clientes.

“De banana já pulamos para outras mercadorias que as pessoas foram procurando, e a gente foi tentando adquirir. Sempre dando atenção ao produto orgânico e uma mercadoria mais saudável”, comenta.

A quitanda que funciona no quintal da casa do comerciante precisou ser ampliada e ganhou bancada e uma estrutura para manter os produtos mais organizados. Agora, os consumidores podem encontrar além das bananas, uma variedade de frutas e verduras, tudo cultivado de forma orgânica.

Sem festas, tio do pula-pula abre quitanda para superar pandemia em Linhares
Além das das bananas, os clientes podem encontrar uma variedade de frutas e verduras no local. Crédito: TV Gazeta/Reprodução

DELIVERY

Se tem isolamento social, muitas pessoas precisam permanecer dentro de casa e isso abriu espaço para a opção de delivery, ou seja, os clientes passaram a comprar também pelas redes sociais, gerando um maior volume de vendas.

“Devido o pessoal estar muito dentro de casa, as pessoas de mais idade passam para gente o que elas precisam, a gente anota e marca um horário para entregar”, explica Geraldo.

Mas o comerciante não está sozinho nessa ideia, a esposa dele, Noemi de Moura, atuava como cabeleireira e também teve que interromper os atendimentos por causa da pandemia. Atualmente, ela auxilia o marido na organização do novo negócio da família.

Noemi explica ainda que é preciso organizar tudo para que as coisas funcionem. “Na limpeza, na organização das coisas, porque se você não organizar, fica meio complicado. O espaço é pequeno, então você tem que saber administrar o espaço e tem e aproveitar o máximo que pode”, ressalta.

Para os clientes que decidem comprar pessoalmente, só é permitida a entrada no local utilizando máscara. Os empreendedores também utilizam álcool para fazer a limpeza das bancadas, tudo para evitar a contaminação pelo vírus.

Mesmo não sabendo quanto tempo ainda deve durar a pandemia, o casal já está pensando em manter o negócio após a crise e conciliar com as atividades que exerciam antes do coronavírus. “Dando certo, e eu creio que, de repente. ele consegue conciliar as duas coisas, o pula-pula e a quitanda, porque aí acaba um ajudando o outro”, acrescenta.

Com informações de Erika Carvalho, da TV Gazeta Norte

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