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ES quer manter equilíbrio fiscal para atrair investimentos

Governador Renato Casagrande defende que gastos públicos devem ser muito mais organizados neste período de pandemia e que sejam feitas  parcerias com setor privado para a retomada de investimentos

Publicado em 21/05/2020 às 20h05
Atualizado em 21/05/2020 às 20h05
Renato Casagrande participa de reunião sobre o socorro aos Estados com o presidente Jair Bolsonaro, outros governadores e os presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre
Renato Casagrande participou de reunião sobre o socorro aos Estados com o presidente Jair Bolsonaro, outros governadores. Crédito: Helio Filho/Secom-ES

O  governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), disse que o Estado terá de manter a qualidade nos gastos públicos –medida necessária para a organização das contas e o equilíbrio fiscal – e defendeu ainda parcerias com o setor privado para a retomada de investimentos, buscando uma recuperação econômica após a pandemia do novo coronavírus

A fala de Casagrande foi em entrevista à GloboNews, nesta quinta-feira (21), logo após ele ter participado de uma videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), e dos demais governadores brasileiros. O objetivo da reunião foi discutir o projeto de socorro federal aos Estados e municípios e o veto ao reajuste de servidores públicos até 2021. 

Questionado sobre o aumento de gastos nesse período de pandemia do novo coronavírus, o governador capixaba disse que as medidas econômicas devem passar a ser mais profundas nos próximos meses.

“O gasto público não pode ser feito de forma desordenada, desorganizada. As medidas serão muito mais profundas e o déficit vai se acumular muito. E quem pode fazer déficit é o governo central. Eu não posso. Eu não posso lançar títulos, emitir papel moeda, eu tenho que me comprometer com aquilo que eu tenho. Por isso, a ajuda federal é fundamental”, avaliou Casagrande.

Por conta desse déficit maior, afirmou, é que a qualidade dos gastos deve ser aumentada. “Nós temos que ter qualidade nos gastos para retomar os investimentos. Uma maior parceria com o setor privado para os investimentos em infraestrutura é fundamental”, destacou.

“Mas podemos aproveitar esse momento para reduzir a burocracia da administração pública, para ampliar e aplicar tecnologia na veia da administração pública e preparar essas parcerias com o setor privado”, acrescentou Casagrande sobre o período de convivência com a pandemia.

Durante a reunião com os demais governadores e o presidente, Renato Casagrande citou uma perda de 25% a 35% da arrecadação somente no mês de maio. “Aqui no Espírito Santo eu vou ter R$ 3,4 bilhões de redução de receita. Por isso, estou conversando com os Poderes, estou tratando com eles a redução dos duodécimos, porque é necessário todos contribuírem e tenho conseguido essa sensibilização”, concluiu o governador.

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