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Produção da Vale no ES volta a crescer, mas não retoma níveis de 2019

No terceiro trimestre de 2020, resultados do Complexo de Tubarão, em Vitória, na fabricação de pelotas avançaram 38,7%

Publicado em 20/10/2020 às 11h39
Usinas de pelotização da Vale, no Complexo de Tubarão, em Vitória
Usinas de pelotização da Vale, no Complexo de Tubarão, em Vitória. Crédito: Agência Vale/Divulgação

A produção de pelotas de ferro pela Vale voltou a crescer no Espírito Santo, atingindo 4,9 milhões de toneladas (Mt) entre julho e setembro deste ano. O avanço foi de 38,7% na comparação com o segundo trimestre (3,5 Mt).

Contudo, o resultado ainda está longe do patamar alcançado no terceiro trimestre de 2019 (7,6 Mt). As informações são do relatório de produção da mineradora, divulgado na noite desta segunda-feira (19).

Apesar de sinalizar uma retomada, o volume de fabricação ainda não traz a produção para níves anteriores. Para se ter ideia, é o pior resultado para o período desde o terceiro trimestre de 2013 (5,08Mt).  Entre janeiro e setembro, a Vale já acumula redução de 36,8% na sua produção no Estado, na comparação com o mesmo período do ano passado.

No terceiro trimestre, especificamente, a queda na produção de pelotas de ferro no Sistema Sudeste, em Tubarão, foi de 35,7% em relação ao mesmo período de 2019.

É importante destacar que a indústria tem grande peso no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. O setor extrativo, cujas principais commodities são o petróleo e o minério de ferro, é um dos destaques. Nesse sentido, o baixo desempenho acaba prejudicando a geração de riquezas no Estado.

Relatório da mineradora mostra que todas as usinas em operação estão atuando abaixo da capacidade produtiva, inclusive a planta 8, que é a maior e a mais nova da companhia.

Além disso, as usinas 1 e 2 em Tubarão estão desligadas. Elas haviam sido reativadas para reduzir as perdas com a paralisação da Samarco, após o rompimento das barragens de Fundão, em Mariana. Mas desde outubro de 2018 foram desligadas e após a tragédia em Brumadinho, em Minas Gerais, que reduziu o envio de minério para o Estado, a companhia não deu sinais de que poderia voltar a operá-las.

SISTEMA SUDESTE

No Sistema Sudeste, a empresa, entretanto, aposta no crescimento gradual das atividades, e atribui o avanço principalmente ao menor número de paradas de manutenção e maior disponibilidade de pellet feed – um tipo de minério mais fino –, como resultado da retomada do site de Timbopeba em junho e da ausência de interrupções relacionadas à Covid-19 no Complexo de Itabira.

Em relação à área, que engloba os polos de mineração de Itabira, Minas Centrais e Mariana, a mineradora atingiu uma produção sólida de 16,3 milhões de toneladas no terceiro trimestre deste ano, apesar das restrições relacionadas à disposição de rejeitos.

A Vale esclareceu ainda que o aumento do nível de produção no trimestre é devido principalmente: à ausência de impactos relacionados ao novo coronavírus – que causou uma paralisação temporária de 12 dias do Complexo de Itabira em junho e 1 Mt de perda de produção; à operação do site de Timbopeba, que foi reiniciada em junho com capacidade de 4 milhões de toneladas por ano, operando em um trimestre completo.

Além disso, a retomada das operações da mina de Fazendão em julho, após a concessão da licença para expansão da área de mineração no site, e a própria sazonalidade relacionada ao clima também teriam contribuído para o desempenho.

RESULTADO NACIONAL

No total, a Vale produziu 8,6 milhões de toneladas de pelotas de ferro no país, no terceiro trimestre deste ano. O número representa um crescimento de 21,1% em relação ao segundo trimestre (7,07 Mt), principalmente devido à maior disponibilidade de pellet feed, em especial do Complexo de Itabira, e ao melhor desempenho operacional das usinas de pelotização.

Porém, no acumulado do ano, a produção apresentou queda de 29,5% na comparação com os meses de janeiro a setembro do ano passado. 

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