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Crise do coronavírus

Pesquisa mostra aumento do otimismo de empresários do ES

Donos de pequenos negócios já acreditam que situação da economia volta ao normal em menos de um ano, segundo levantamento do Sebrae

Publicado em 19 de Agosto de 2020 às 14:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 ago 2020 às 14:45
Sede do Sebrae, na Enseada do Suá, no Espírito Santo Crédito: Patrícia Scalzer/Arquivo AG
Após os dados mostraram uma redução no número de infectados pelo novo coronavírus, donos de pequenos negócios já se mostram um pouco mais confiantes na retomada da economia. A 6ª pesquisa Sebrae/FGV, que analisa o impacto da pandemia nos pequenos negócios, demonstra que a maioria dos entrevistados acredita que, em 11 meses, a situação econômica esteja de volta ao normal.
Na sondagem anterior, feita em junho, a maioria dos entrevistados acreditava que o retorno à normalidade das vendas demoraria mais de um ano para acontecer. Os negócios ainda não esboçaram reação mais significativa, mas a diminuição no faturamento passou de 88% em junho para 82% em julho. Foram entrevistados 137 microrempreendedores individuais (MEI) e donos de micro e pequenas empresas no Estado, de 27 a 30 de julho.
Em julho, 24% dos empresários consultados relataram que tiveram que interromper o funcionamento temporariamente, variação que era de 34% no mês anterior. Dentre aqueles que tiveram algum aumento no faturamento, 31% conseguiram o resultado vendendo mais online. Por causa da crise, 61% estão funcionando com mudanças.
Da amostra de empresários entrevistados, 39% têm loja de rua enquanto 24% trabalham em casa. A boa notícia é que mais da maioria dos empreendedores respeita os protocolos de segurança e saúde definidos pelo poder público para funcionamento das atividades: 61% dos consultados conhecem e já implementaram as boas práticas.
Desde o começo da crise, 56% dos empreendedores abordados buscaram empréstimo bancário para a empresa. Desses, 50% não conseguiram o empréstimo, 33% ainda estão aguardando uma resposta, e apenas 17% tiveram êxito no pedido. Quando questionados sobre como estão as dívidas e empréstimos da empresa no momento, 44% disseram que têm dívidas ou empréstimos em atraso, percentagem ligeiramente menor do que a do mês de junho, que era de 46%.

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