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Efeito coronavírus

Pandemia fecha 17,8 mil vagas de emprego no ES em abril

Considerando o acumulado do ano,  já foram fechados no Estado 18.822 postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Caged divulgados nesta quarta (27)

Publicado em 27 de Maio de 2020 às 15:48

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 mai 2020 às 15:48
Carteira de Trabalho
Desligamentos superou o número de admissões em abril Crédito: Fernando Madeira
A pandemia do novo coronavírus se reflete também nos índices do desemprego. No Espírito Santo, 17.881 trabalhadores perderam seus postos de trabalho em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Economia.
Ao todo, no mês de abril, o Estado registrou 10.288 admissões e 28.169 desligamentos, gerando um saldo negativo de 2,45%. No acumulado do ano, foram admitidas 94.120 pessoas e demitidas 112.942. Do total, 18.822 (-2,57%) trabalhadores não conseguiram voltar para o mercado de trabalho.
Os números anteriores à pandemia mostram que o Estado vivia uma expectativa de retomada, com a abertura de novas vagas. Em janeiro, a perda foi de 192 postos de trabalho, mas em fevereiro houve um saldo positivo de 3.228 vagas, uma variação positiva de 0,44%. A queda começou em março, quando foram iniciadas, na segunda quinzena, medidas de isolamento como o fechamento do comércio. O mês registrou a perda de 3.815 postos de trabalho (variação de -0,52%). No entanto, a queda se acentuou mesmo em abril.

COMÉRCIO FOI O MAIS ATINGIDO

Em abril, o setor mais atingido pela crise foi o comércio, com 5.260 desligamentos, seguido pela indústria de transformação, com 3.369 do total. Apenas o agronegócio registrou saldo positivo nas contratações; foram 347 postos de trabalho abertos.
Os municípios da Grande Vitória foram os que mais registraram demissões no mês de abril. Em Serra e Vitória, 3.424 e 3.195 profissionais perderam emprego, respectivamente.
Em todo o Brasil, 860.503 postos de trabalho, o pior resultado para meses de abril desde o início da série histórica da Secretaria Especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia – iniciada em 1992. Com isso, foi a maior demissão registrada para esse mês em 29 anos.
Essa é a primeira divulgação dos dados sobre empregos formais relativos ao ano de 2020. O último índice divulgado pelo governo federal foi o de todo o ano passado – que saiu em janeiro deste ano.
Em março, a divulgação do Caged foi suspensa pelo Ministério da Economia porque empresas haviam deixado de enviar informações, principalmente referentes às demissões de trabalhadores formais, o que poderia, segundo a pasta, comprometer a qualidade dos dados. O Ministério pediu que as empresas retificassem e reenviassem as informações.
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