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Efeito coronavírus

Pandemia fecha 1,1 milhão de vagas de trabalho no Brasil

Só em abril, foram fechados 860.503 postos de trabalho, o pior resultado para o mês em 29 anos, segundo dados do Caged, os primeiros deste ano divulgados pelo Ministério da Economia

Publicado em 27 de Maio de 2020 às 11:51

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 mai 2020 às 11:51
Carteira de Trabalho e Previdência Social do Ministério do Trabalho
Carteira de Trabalho:  recorde de demissões acontece em meio à pandemia do novo coronavírus Crédito: Carlos Alberto Silva
A pandemia do novo coronavírus fechou 1,1 milhão de vagas com carteira assinada no Brasil em março e abril, segundo números do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Economia.
Só em abril foram fechados 860.503 postos de trabalho, o pior resultado para meses de abril desde o início da série histórica da Secretaria Especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia - que tem início em 1992. Com isso, foi a maior demissão registrada para esse mês em 29 anos.
O recorde de demissões acontece em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado o nível de atividade e empurrado a economia mundial para recessão.
Em março, 240.702 vagas foram cortadas. Nos dois primeiros meses do ano, o Brasil gerou novos postos de trabalho: em fevereiro, 224.818; e em janeiro, 113.155. No acumulado do ano, o saldo está negativo em 763.232 vagas.
Essa é a primeira divulgação dos dados sobre empregos formais relativos ao ano de 2020. O último resultado tornado público pelo governo foi o de todo ano passado - que saiu em janeiro deste ano.
No fim de março, o Ministério da Economia suspendeu a divulgação do Caged porque empresas haviam deixado de enviar informações, principalmente referentes às demissões de trabalhadores formais, o que poderia comprometer a qualidade dos dados. E pediu que as empresas retificassem e reenviassem as informações.
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