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Greve no ES paralisa produção de petróleo da Petrobras em Jaguaré

Segundo o Sindipetro, foram interrompidas ainda as atividades na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares

Publicado em 04/02/2020 às 09h46
Atualizado em 04/02/2020 às 09h51
Petroleiros paralisaram atividades no Norte do Estado. Crédito: Divulgação
Petroleiros paralisaram atividades no Norte do Estado. Crédito: Divulgação

O terceiro dia de greve dos petroleiros no Espírito Santo, nesta terça-feira (4) paralisou parte da produção de petróleo e gás nos campos em terra (onshore) do Estado. Segundo o coordenador interino do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro), Valmisio Hoffmann, foram interrompidas as atividades na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares, e a Estação de Tratamento de Fazenda Alegre (EFAL), em Jaguaré.

"Ontem foi uma paralisação administrativa e hoje paramos a produção e escoamento de petróleo. Cerca de 200 trabalhadores na UTGC e EFAL não estão trabalhando e cerca de 300m³ de petróleo - o equivalente a um dia e meio de produção - vão ter atraso", disse Hoffmann.

Na quarta-feira (5), o protesto dos grevistas deve chegar à Grande Vitória. O Sindipetro está prometendo um desconto no preço do combustível para os 100 primeiros motoristas que chegarem à frente do prédio da Petrobras, na Reta da Penha.

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“Vamos entregar 100 vouchers que dão direito ao desconto de R$ 2 por litro de combustível. Ao invés de prejudicar a população queimando pneus e parando avenidas, queremos chamar a atenção para a nossa causa”, contou o coordenador interino do Sindipetro.

O desconto será limitado a 20 litros por motorista, o que deve dar um desconto de R$ 40. A diferença será paga pelo próprio sindicato e totalizará R$ 4 mil, contanto os 100 vouchers. O desconto será válido somente no mesmo dia e em um posto BR cadastrado pelo Sindipetro em Vitória.

“Fizemos essa mesma ação em Linhares e ela foi muito positiva. Cerca de 3 horas antes do início da distribuição já tinha gente na fila. Acredito que no começo da madrugada desta quarta já vai ter gente na fila aqui na Reta da Penha”, avalia Hoffmann.

Polícia acompanha o protesto dos petroleiros no Norte do Estado. Crédito: Divulgação
Polícia acompanha o protesto dos petroleiros no Norte do Estado. Crédito: Divulgação

PARALISAÇÃO CHEGA A 12 ESTADOS

De acordo com a Federação Única do Petroleiros (FUP), a greve chegou a 12 Estados e alcança um total de 15 mil trabalhadores. A paralisação teve início por conta de demissões em massa que a Petrobras teria feito - descumprindo assim o acordo coletivo entre as partes.

“Continuaremos resistindo e exigindo que a Petrobras sente à mesa para dialogar conosco. Não iremos aceitar calados o desmonte da companhia, demissões em massa e não cumprimento das cláusulas do acordo coletivo”, afirmou Devyd Barcelar, diretor da FUP.

O QUE DIZ A EMPRESA

Segundo a Petrobras, as paralisações estão impactando as produções e que não há nenhuma unidade totalmente parada - apenas funcionando com um número menor de empregados. Sobre o protesto em frente à sede na Reta da Penha, previsto para esta quarta-feira, a empresa preferiu não se manifestar. 

A Petrobras também informou por meio de nota que "considera descabidas as justificativas apresentadas pelos sindicatos, uma vez que todos os compromissos firmados na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho vigente vêm sendo integralmente cumpridos".

"A Companhia vem atuando para garantir o acesso normal às unidades e o revezamento de turnos dos seus profissionais, ainda que se faça necessária a busca da Justiça, para fazer valer seus direitos, tendo obtido decisões liminares que garantam a continuidade e a segurança das operações. É válido lembrar que a companhia respeita integralmente todas as decisões da Justiça e espera o mesmo comportamento dos sindicatos que representam a categoria dos petroleiros, e também de seus empregados", informa a empresa.

"A companhia destaca que todas as medidas previstas nos padrões da empresa e na legislação trabalhista serão aplicadas quando cabíveis. Ressaltamos a imperatividade do cumprimento dos contratos de trabalho e da garantia das condições adequadas de operação. Destacamos que, até o momento, nossas unidades seguem operando dentro dos padrões de segurança, com acionamento de equipes de contingência quando necessário", completa o texto.

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