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Em meio à pandemia

Governo propõe abrir lojas de shoppings em dias alternados e setor rejeita

Em coletiva, no final da tarde desta quarta-feira, Casagrande afirmou que a proposta foi recusada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e estabelecimentos continuam fechados

Publicado em 20 de Maio de 2020 às 20:40

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 mai 2020 às 20:40
Homem é agredido por grupo de pessoas em shopping de Vila Velha
Movimento em shopping antes da pandemia: setor busca alternativas para retomar funcionamento Crédito: Divulgação
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), disse que propôs aos shoppings que eles voltassem a abrir, porém o funcionamento deveria seguir os mesmos moldes do comércio de rua na Grande Vitória, de segunda a sexta-feira, com a abertura de lojas em dias alternados, de acordo com o segmento. Em entrevista coletiva, no final da tarde desta quarta-feira (20), Casagrande afirmou que a proposta foi recusada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). 
Segundo ele, a ideia era que as lojas desses centros comerciais, que já estão fechados há dois meses, tivessem um protocolo mais rígido para abrir as portas. O funcionamento seria em forma de rodízio, como já ocorre hoje na Grande Vitória. Nos dias ímpares, funcionam os estabelecimentos que vendem produtos de consumo não pessoal, como móveis e eletrodomésticos. E, nos dias pares, os de consumo pessoal, como roupas, acessórios e produtos de beleza.
"Nós podemos autorizar a abertura de shoppings. Até propusemos que ela seja feita nos mesmos moldes [do comércio de rua], com controle de entrada, de segunda a sexta-feira em dias alternados. Mas, a associação de shoppings acha que isso não é adequado para eles. De fato, foi feita uma proposta. Estamos conversando, mas não podemos ter o funcionamento do shopping diferente do comércio de rua"
Renato Casagrande - governador do Espírito Santo
Além da abertura em dias alternados, os shoppings deveriam restringir o acesso de pessoas para evitar aglomerações, dentro do centro comercial e das lojas, e respeitar as regras de distanciamento social e de higiene.
Casagrande revelou ainda que a primeira informação que o governo teve foi de que a associação de shoppings não tem interesse nesse modelo de reabertura. "Não podemos tratar de modo diferente. Então, dentro dessas condições, os shoppings permanecem fechados", apontou.
Já com relação à abertura do comércio de rua aos sábados, o governador disse que, neste momento, isso não é possível. "Nós estamos fazendo um teste, tem muitos Estados que estão com as atividades todas fechadas. Esse teste, na minha avaliação, funcionou, porque nós não aumentamos nem reduzimos o isolamento ou causamos um estresse maior no sistema de transporte coletivo. Então, na minha avaliação, o que fizemos há 10 dias teve efeito, funcionou", pontuou.

O OUTRO LADO

Procurada a Abrasce informou que prefere entender melhor o pronunciamento do governador e que vai se posicionar nesta quinta-feira (21).
Em entrevista para A Gazeta, no dia 14 de maio, a Abrasce afirmou que estava dialogando com o governo para reabrir os centros comerciais. Para isso, enviou um documento ao governo do Estado contendo medidas que seriam tomadas para garantir a segurança dos consumidores. Entre elas estão:
  • Manter dispenser de álcool em todas as áreas de circulação, entradas, praça de alimentação, elevadores, banheiros, etc;
  •  Obrigar os lojistas a também instalarem dispenser de álcool no interior das lojas;
  • Fazer controle do fluxo de acesso, limitando a entrada de pessoas por metro quadrado no shopping;
  • Reduzir em 50% as mesas na praça de alimentação e reorganiza-las para manter a distância mínima de segurança entre elas; 
  • Sinalização no chão na frente de elevadores, guichês de informação e pagamento ou outros locais onde possa se formar fila. 
  • Obrigatoriedade do uso de máscaras para clientes, lojistas e demais funcionários; 
  • Promover campanhas orientando quanto a prevenção do novo coronavírus.

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