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Publicado em 22 de novembro de 2023 às 20:41
O movimento de aumento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) feito nesta semana por seis Estados do Sul e Sudeste, incluindo o Espírito Santo, para conter efeitos da reforma tributária, resultou num conflito de posições entre governo federal e Estados sobre o tema. >
Na tarde desta quarta-feira (22), Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda confrontou a decisão dos Estados em elevar para 19,5% a alíquota modal do imposto. No Espírito Santo, atualmente é 17%. >
O ministério emitiu uma nota afirmando que a reforma tributária mantém a autonomia para os Estados fixarem a alíquota do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) abaixo ou acima da alíquota de referência. O que, segundo o órgão federal, serve como forma de proteger a futura arrecadação do novo tributo (substituto do ICMS).>
Mesmo com a manifestação do ministério, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) manteve o seu posicionamento, afirmando que o argumento de que as perdas serão neutralizadas por futura elevação do IBS não se sustenta. >
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O motivo, segundo a Sefaz, é que nos anos iniciais da transição, um elevado percentual (de 80% a 90%) da arrecadação do IBS será distribuído aos Estados com base na receita média de ICMS de cada ente federativo entre 2024 a 2028.>
"Portanto, a futura elevação da alíquota do IBS só teria efeito sobre o percentual que restasse após essa distribuição, o que seria insuficiente para garantir a preservação do equilíbrio fiscal e financeiro do Estado", afirma a pasta.>
A secretaria acrescenta que, nesse sentido, e diante do movimento generalizado dos Estados para elevação das alíquotas modais de ICMS, o Espírito Santo viu-se obrigado a adotar semelhante providência, sob pena de experimentar substantivos desfalques arrecadatórios durante os 50 anos de transição federativa. "A alteração da alíquota modal, em tal cenário, representa a responsabilidade do governo do Estado com a atual e as futuras gerações", frisa.>
Sobre o movimento de aumento da alíquota modal do ICMS, a Sefaz informa que o objetivo consiste em preservar a solidez fiscal e a capacidade de investimento em políticas públicas do Estado diante dos critérios de distribuição do produto arrecadado com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) durante o período de transição federativa prevista no texto da reforma tributária. >
"Os estudos realizados pelo Grupo de Trabalho da Reforma Tributária da Sefaz apontam que as perdas arrecadatórias do Estado, em caso de manutenção da atual alíquota modal, seriam de aproximadamente R$ 20 bilhões", aponta, em nota.>
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