A rede de gás natural canalizado está em expansão no Espírito Santo, com novos bairros e novas áreas recebendo obras para mais consumidores residenciais terem acesso ao combustível que, em geral, é mais barato que o GLP, o gás liquefeito de petróleo, comercializado em botijão.
Em 2023, a ES Gás, concessionária responsável pela distribuição de gás natural do Espírito Santo, está realizando obras de expansão para ampliar a rede em bairros como Jardim Camburi e Santa Lúcia, em Vitória, e Bairro de Fátima, Laranjeiras e Civit, na Serra. Em Vila Velha, a rede também foi ampliada na Glória, Itaparica e Santa Inês.
Além da expansão da rede de gás, novas áreas também estão recebendo obras para mais residências e comércios terem a oportunidade de se ligar à malha. É o caso da Ilha de Monte Belo, Centro e Maruípe, em Vitória. Na Serra, regiões que não são atendidas atualmente como Cidade Continental, Jardim Limoeiro e Novo Horizonte vão fazer parte da rede. Em Vila Velha, será interligada a região do Jockey de Itaparica.
“A rede de gás tem que acompanhar a expansão urbana. Alguns lançamentos já estão captados e vamos expandir a rede principalmente para áreas de lançamentos imobiliários e onde a rede não é atendida”, detalha Lucas Magalhães Torres, gerente de comercialização de gás da concessionária.
Atualmente, o gás natural canalizado no Espírito Santo está em 522 km de rede de dutos, beneficiando mais de 80 mil consumidores em 13 municípios capixabas. A expectativa é finalizar 2023 com mais 41 km de rede, ligados a 6.500 clientes residenciais.
Os municípios atendidos são Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana, Anchieta, Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, São Mateus, Aracruz, Colatina e Sooretama. A ES Gás foi privatizada em março.
Ampliação do mercado de GNV
Está em expansão também o mercado de gás natural veicular, com três novos postos no Estado passando a oferecer o combustível, mais barato e mais sustentável que a gasolina. Os novos postos que serão ligados à rede de distribuição ficam em Jardim Camburi, em Vitória, Jardim Limoeiro, na Serra, e outro em Cachoeiro de Itapemirim. Atualmente, são 40 postos ligados à rede de gás.
O GNV já é adotado em larga escala em veículos leves, principalmente na frota de maior rodagem e entre profissionais de transporte, como taxistas e motoristas de aplicativo, mas também pela frota pesada, como caminhões e ônibus, o que aumenta a demanda por este combustível. No Espírito Santo, já há projetos que envolvem o uso de GNV em caminhões, transporte de passageiros e até em transporte público.
Para atender a esse mercado de caminhões movidos a gás natural, a ES Gás planeja instalar, em Viana, um ponto de abastecimento para veículos pesados. O gerente de comercialização de gás explicou que o fornecimento do combustível é feito de maneira diferente. No caso de caminhões, é necessário um bico de alta vazão para abastecer o veículo mais rápido, e é esse tipo de produto que será instalado em Viana.
“Há uma convergência de fatores que favorecem a adoção do GNV na frota brasileira, como a economia gerada com seu uso, o recente aumento dos preços de outros combustíveis, até a demanda da sociedade por soluções de baixo carbono, passando pela decisão de fabricantes de veículos pesados em investir em tecnologias para conversão e fabricação de veículos pesados já aptos a operar com o Gás Natural Veicular, o que torna mais atrativo aos donos dos postos de combustíveis em oferecer essa fonte energética para os motoristas”, explica Lucas Torres.
Potencial do ES
Segundo estudos conduzidos pelo Grupo Energisa, novo controlador da ES Gás, o mercado capixaba comporta um aumento de 14 vezes o número de clientes nos segmentos residencial e comercial, cinco vezes no de GNV (gás natural veicular), cinco vezes no setor comercial e 1,3 vez na área industrial.
“O gás natural apresenta grande potencial na matriz energética brasileira, e as recentes mudanças regulatórias no segmento, aliadas à privatização da ES Gás e o ambiente de negócios no Estado, constroem o cenário perfeito para a expansão de sua utilização no Espírito Santo. Estamos trabalhando em um plano de investimentos robusto que em breve será apresentado aos capixabas”, conclui Lucas Torres.