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Publicado em 18 de dezembro de 2021 às 08:35
Uma das três novas metrópoles brasileiras, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Vitória deve ganhar mais visibilidade no país. Segundo a pesquisa da Divisão Urbano-Regional de 2021, a capital capixaba ficou com parte do protagonismo que pertencia ao Rio de Janeiro no Sudeste.>
Na prática, isso pode se transformar em uma maior capacidade para Vitória atrair de investimentos do setor privado, além da possibilidade de receber mais recursos do governo federal.>
Outro cenário que poderá ser desenhado no Espírito Santo a partir da consolidação de Vitória como metrópole brasileira, conforme mostra a publicação, é a maior presença e influência da capital capixaba em regiões e pequenas cidades onde o município do Rio de Janeiro era protagonista e referência de metrópole mais próxima.>
O estudo foi divulgado na última quarta pelo IBGE. Além da capital, Campinas (SP) e Florianópolis (SC) também receberam a classificação.>
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A ascensão de Vitória à metrópole centralizou todo o estado do Espírito Santo na capital. Dessa forma, o Rio de Janeiro, que em 2013 abarcava todas as regiões intermediárias capixabas chegando até a região intermediária de Teixeira de Freitas, no extremo-sul da Bahia, passou a ficar circunscrito, basicamente, aos seus limites estaduais.>
“Por causa da ascensão de Vitória como metrópole, é possível dizer que o Rio de Janeiro perdeu relevância em seu contexto regional nesta edição do estudo”, explica Monica O’Neill, pesquisadora da Divisão de Geociências do IBGE e analista da pesquisa. >
Para ela, o documento resulta em uma mudança de status no planejamento governamental - nas esferas estadual e federal.>
Monica O'Neill
Pesquisadora do IBGEO diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, considera que o principal benefício desse anúncio é que a região metropolitana de Vitória passa a atrair mais investimentos. >
“Além dos recursos que podem vir por parte do governo federal, esse destaque do Espírito Santo com uma região metropolitana pujante, com potência, tende a atrair mais investimentos para a Grande Vitória", pondera Lira.>
Segundo o diretor, é necessário destacar que a Capital já é uma área urbana que tem “certa limitação de crescer". Por isso, é importante pensar o território como uma região metropolitana, o que inclui cidades como Serra, Cariacica, Vila Velha e Viana.>
Pablo Lira
Diretor de Integração e Projetos Especiais do IJSNO prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) reforça a ideia de que o município está transformando em uma referência para todo o Estado do Espírito Santo. "Isso mostra não só o que Vitória é, mas também o enorme potencial da cidade e de sua gente", destaca.>
"Isso faz com que todo o país possa conhecer nossa cidade como ela é: única e especial. Neste ano, anunciamos um investimento de R$ 1 bilhão em várias áreas, até 2024. Estamos muito felizes com esse reconhecimento e esperançosos que 2022, com o planejamento que estabelecemos, será um ano ainda melhor que esse que se encerra”, finaliza.>
Estudo do IBGE identificou e delimitou regiões de articulação urbana das 15 metrópoles e de duas capitais regionais do Brasil.
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A pesquisadora da Divisão de Geociências do IBGE, Monica O’Neill, destaca que a mudança de categoria das três cidades que agora foram alçadas à metrópoles já estava em curso desde o último levantamento realizado em 2013. >
Em junho de 2020, a pesquisa Regiões de Influência das Cidades (Regic), referente a 2018, já indicava que Vitória havia migrado da condição de capital regional para metrópole. >
Segundo O'Neill, as capitais regionais tinham funções importantes nas áreas que atuavam, e já naquela época, exerciam influência com a oferta de determinados bens e serviços, além de assumir um papel de gestão relevante no território.>
“Elas intensificaram esse parâmetro [de oferta de bens e serviços] e a partir de então alcançaram o nível de metrópole. Trouxeram, no nível de metrópole, aquelas áreas que já atendiam quando eram subordinadas a Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, dividindo certos atendimentos. Estamos falando de uma estrutura em rede com conexões e áreas de influência", explica.>
Paulo Wagner é um dos pesquisadores que atuaram na formulação do estudo. Na avaliação dele, o trabalho é uma fotografia que mostra o momento atual da distribuição das áreas de influência das principais metrópoles brasileiras e capitais regionais.>
Paulo Wagner
Pesquisador do IBGEO levantamento fornece uma visão regional do Brasil, identificando e delimitando novos desenhos regionais, as Regiões de Articulação Urbana. Todas as regiões identificadas são formadas a partir de uma cidade que comanda a sua região, estabelecendo relacionamentos entre agentes e empresas nos respectivos territórios. >
As Regiões de Articulação Urbana identificadas no estudo tiveram como base os resultados da pesquisa Regiões de Influência das Cidades - Regic 2018. >
“O surgimento de novas centralidades em áreas já ocupadas por antigas metrópoles é apenas um dos aspectos que podem ser percebidos pela análise temporal dos recortes territoriais elaborados”, aponta o levantamento.>
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