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Economia

Governo do ES levará a Geraldo Alckmin preocupação com aço importado

O presidente viria ao Espírito Santo na próxima sexta, mas cancelou por causa da morte de Pepe Mujica. Um dos maiores investimentos previstos para o Estado depende da ação do governo federal

Públicado em 

14 mai 2025 às 05:29
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

ArcelorMIttal Tubarão investe em inteligência artificial
Linha de produção da ArcelorMittal Tubarão, na Serra, Espírito Santo Crédito: Fernando Madeira

Atualização

14/05/2025 - 9:39
O presidente Lula cancelou, na manhã desta quarta-feira (14), a visita que faria ao Estado na sexta porque irá ao velório do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Diante disso, membros do governo do Espírito Santo vão marcar uma conversa com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, sobre a questão do aço. As tratativas se darão nos próximos dias.
O governador Renato Casagrande aproveitaria a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Espírito Santo, cancelada por causa da morte do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, para levar ao Planalto a preocupação com os desequilíbrios econômicos - no presente e no futuro - causados pela aceleração da importação de aço, principalmente vindo da China. Trata-se de uma questão que vem impactando o mundo todo e, claro, o Brasil. No Estado, o alerta é maior porque coloca em risco um enorme empreendimento que a ArcelorMittal, maior siderúrgica do Brasil, já anunciou querer fazer em Tubarão: R$ 4 bilhões em um laminador de tiras a frio (LTF) e em uma nova linha de galvanizados.
Em entrevista à coluna, na última segunda-feira (12), o CEO da ArcelorMittal Brasil, Jorge Oliveira, responsável pelo complexo do conglomerado em Tubarão, foi bastante claro. "Os trabalhos para a implantação das novas instalações de Tubarão estão andando normalmente, estamos inclusive tratando do licenciamento ambiental, mas precisamos de viabilidade econômica. A Arcelor quer fazer o investimento, o senhor Mittal (Lakshmi Mittal, acionista majoritário do conglomerado) me pediu toda a atenção na defesa comercial que apresentaremos ao conselho. Ele quer fazer, acredita no potencial do país, mas há riscos no horizonte. Não trabalhamos, por exemplo, com a possibilidade de o governo não renovar a sobretaxa em cima do aço importado, imposta em maio do ano passado e que vence no dia 31 de maio. Esta é uma condição básica e que precisa, inclusive, de mais força. Além disso, há uma investigação em curso sobre dumping, que está para ser concluída, esperamos isso para o segundo semestre. Confirmada a prática, vai ampliar ainda mais a taxação em cima do aço de determinados países. A renovação da sobretaxa é o mínimo que esperamos, caso contrário complica (a decisão de investimentos inclusive para o Espírito Santo). Bom frisar que não é o suficiente, precisamos conversar melhor sobre o tema, mas já seria uma sinalização positiva do governo federal".
O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, se disse otimista e afirmou que o Estado não perderá o investimento. "Está havendo um claro desequilíbrio no mercado do aço e o Brasil precisa tomar suas medidas, assim como outros países do mundo já fizeram. Não podemos permitir que investimentos como esse da ArcelorMittal deixem de ser feitos por causa de um comércio que não segue as regras do jogo. Vamos levar a questão ao presidente Lula e também ao vice-presidente Geraldo Alckmin, que é o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, onde está a Camex (Câmara de Comércio Exterior), que é o órgão responsável por resguardar o Brasil nesse tipo de questão. As sobretaxas em cima do aço importado precisam, pelo menos, ser renovadas. Estamos otimistas e não vamos perder o investimento".

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiário de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi repórter da CBN Vitória e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Política, Economia e Brasil & Mundo, já no processo de integração de todas as redações da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Produção e, em 2019, Editor-executivo.

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