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Entenda o pacotão do governo para criar empregos e ajustar as contas

Entre as propostas estão a que aumenta o número de empregados nas micro empresas e a que permite a redução do salário e jornada de trabalho dos servidores. Há ainda a proposta de reduzir a multa do FGTS de 40% para 20%

Publicado em 05/11/2019 às 11h40
O Pacote de Emprego deve ser apresentado pelo governo na quinta-feira (7). Crédito: Dilgação
O Pacote de Emprego deve ser apresentado pelo governo na quinta-feira (7). Crédito: Dilgação

O governo federal anuncia na tarde desta terça-feira (5) vários pacotes de reformas e medidas para equilibrar as contas públicas e estimular a economia. Entre as medidas estão Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que reduz salários e jornada de trabalho dos servidores públicos e aumenta a parcela dos royalties do petróleo para Estados e municípios. 

ministro da Economia, Paulo Guedes, vem tratando as mudanças como “agenda de transformação do Estado” e é a principal ação econômica do governo depois de concluída a reforma da Previdência.

O anúncio vai ser dividido em duas partes: a primeira acontece no Senado, onde serão apresentados detalhes da PEC do Pacto Federativo, da PEC emergencial (ou dos gatilhos) e a PEC dos Fundos.

Outro grupo de medidas deve ser apresentado já nos próximos dias: a PEC da reforma administrativa, prevista para ser divulgada na quarta-feira (6) na Câmara dos Deputados; o Pacote de Emprego, previsto para quinta-feira (7); o texto da reforma tributária, que deve ser apresentado nos próximos dias; e o programa de aceleração de privatizações, também não tem data definida para ser detalhada.

CONHEÇA CADA PROPOSTA

PEC do Pacto Federativo

Quando vai ser apresentada? Nesta terça-feira (5).

Principais pontos: a PEC prevê a redistribuição de recursos com Estados e municípios. A ideia é descentralizar o dinheiro que fica em Brasília, repassando para os outros entes .

A nova divisão considerará, principalmente, os royalties do petróleo. O governo federal quer que, no futuro, estados e municípios fiquem com 70% da arrecadação dos recursos e a União com os demais 30%. Hoje a distribuição acontece da forma inversa: 70% da União e 30% para Estados e municípios. Essa mudança deve injetar R$ 400 bilhões em 15 anos nos cofres públicos estaduais e municipais.

Outra mudança é na regra que determina percentuais fixos da receita com os gastos com saúde e educação. A proposta é que exista uma regra única para as duas áreas, dando maior liberdade para o gestor definir o que é prioridade.

PEC emergencial

Quando vai ser apresentada? Nesta terça-feira (5).

Principais pontos: o objetivo desta proposta é cortar despesas obrigatórias - aliviando, assim, as contas públicas num curto prazo. Entre as medidas, está a possibilidade de redução de jornada de trabalho e salário dos servidores públicos.

Pelo texto, tal possibilidade só entrará em prática se as administrações (municipais, estaduais, ou da União) não conseguirem cumprir as regras fiscais, o que liberaria o gatilho para as reduções.

PEC dos fundos

Quando vai ser apresentada? Nesta terça-feira (5).

Principais pontos: a proposta é liberar R$ 220 bilhões que estão parados em mais de 280 fundos públicos. O dinheiro seria utilizado para abater a dívida pública, que atualmente é de R$ 5,5 trilhões.

A reformulação pretende poupar os fundos do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, utilizando o dinheiro dessas regiões para o investimento em infraestrutura. Especialistas acreditam que não há clima político para tal proposta.

PEC da reforma administrativa

Quando vai ser apresentada? Na quarta-feira (6).

Principais pontos: o texto deve modernizar as regras do funcionalismo público. O governo pretende rever o modelo de estabilidade dos novos servidores - ela só aconteceria após 10 anos de trabalho; hoje acontece depois de 3 anos na função.

Também está prevista a reestruturação de carreiras, acabando com algumas funções obsoletas como datilógrafo e ascensorista. A PEC não prevê a demissão de nenhum servidor. O fim das funções aconteceria após a aposentadoria dos servidores que hoje ocupam esses cargos.

O mesmo texto prevê o fim de férias de dois meses do judiciário e o fim da licença especial de três meses que hoje os servidores têm direito quando vão fazer algum curso fora do país. O documento também encerra a progressão por tempo de serviço. As promoções só acontecerão por mérito.

Pacote de emprego

Quando vai ser apresentada? Na quinta-feira (7).

Principais pontos: prevê desonerar, temporariamente, a folha de pagamento. Para a contratação de jovens e pessoas acima de 55 anos serão zeradas as contribuições para a Previdência Social, Sistema S e salário-educação. O FGTS deve cair de 8% para 2%, segundo técnicos. A multa do Fundo de Garantia vai cair de 40% para 20% nesses novos contratos chamados de "Trabalho Verde e Amarelo".

Os benefícios valem por dois anos e os empregadores não poderão se aproveitar dela para substituir funcionários atuais.

Também está prevista a criação de várias categorias de Microempreendedor Individual (MEI) para atender diferenciados modelos de negócio. A faixa da alíquota de impostos deve variar entre 5% (percentual atual dos MEIs) e 11%.

O limite anual de faturamento dos MEIs, hoje limitado a R$ 81 mil, também deverá ser ampliado. Da mesma forma, o número de empregados permitidos passa de um para três.

Por fim, será apresentado um programa de microcrédito voltado para a população de baixa renda.

Reforma tributária

Quando vai ser apresentada? Nos próximos dias, ainda sem data definida.

Principais pontos: a primeira medida será a unificação do PIS/Cofins, primeiro passo para a criação de um imposto que substituirá os tributos federais por um só. O texto deve ser incorporado aos projetos que tramitam na Câmara e no Senado.

Programa de aceleração das privatizações

Quando vai ser apresentada? Nos próximos dias, ainda sem data definida.

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Principais pontos: é um projeto de lei para criar uma espécie de “pista rápida” para destravar a venda das estatais. Porém, ainda não há mais detalhes de como funcionará este mecanismo.

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