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Com projeto bilionário no ES, petroleira aguarda Ibama para retirar 1° óleo

Com projeto bilionário no ES, petroleira aguarda Ibama para retirar 1º óleo

Prio, antiga PetroRio, vai operar com tecnologia inovadora para retirar petróleo do campo Wahoo, no Sul do Espírito Santo

Publicado em 14 de fevereiro de 2025 às 15:19

FPSO Frade, que vai ser conectada ao óleo retirado em Wahoo
FPSO Frade, que vai ser conectada ao óleo retirado em Wahoo Crédito: Divulgação/PRIO

Com projeto na casa dos R$ 4,5 bilhões no Espírito Santo no campo de Wahoo, que envolve a perfuração de poços e conexão com a FPSO de Frade, a Prio, maior petroleira independente do país, ainda aguarda liberação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para retirar o primeiro óleo.

Segundo a empresa, o projeto já movimenta cerca de R$ 800 milhões na cadeia de suprimentos regional, e, ao longo de sua produção, o campo deve chegar a produzir até 40 mil barris de óleo por dia, gerando mais de R$ 3 bilhões de royalties para o Espírito Santo e a União.

A empresa – que completa 10 anos no mercado em 2025 e é especializada em campos maduros – produz 100 mil barris por dia nos ativos na Bacia de Campos e vai estrear suas operações no Estado.

No início de 2024, a previsão era retirar o primeiro óleo entre julho e setembro, meta agora que ficou para 2025. A empresa ainda aguarda as licenças para perfurações do Ibama, que sofreu atrasos principalmente por conta da paralisação dos servidores, ocorrida entre junho e julho do ano passado.

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Com projeto bilionário no ES, petroleira aguarda Ibama para retirar 1º óleo

Após o fim da greve dos servidores do Ibama, a Prio recebeu parecer técnico do órgão ambiental aprovando a revisão do Rima (Relatório de Impacto Ambiental) do sistema de desenvolvimento da produção de Wahoo. Mas, para iniciar de fato o projeto, ainda faltam as licenças para perfuração de poços e produção. 

O cronograma da petroleira é fazer a primeira retirada de petróleo oito meses após receber o aval final do órgão ambiental. Mesmo assim, outros equipamentos para a operação que obtiveram sinal verde já estão sendo instalados.

"Enquanto isso, a empresa segue com os preparativos no FPSO de Frade, garantindo a adequação da infraestrutura para receber a nova produção, além de garantir a segurança dos equipamentos já mobilizados, produzidos e essenciais para a operação", informou a Prio.

Um exemplo disso é o tie-back, que é uma tecnologia desenvolvida pela empresa para interligar operações de campos próximos por meio de dutos submarinos.

O óleo retirado em Wahoo será levado por duto até o FPSO Valente/Frade, localizado a uma distância de 35 quilômetros. A unidade autônoma de produção de petróleo opera atualmente 55 mil barris ao dia e vai escoar também a produção desse campo.

Etapas no Ibama

Segundo o Ibama, o próximo passo no processo de licenciamento de produção é a publicação do edital de abertura de prazo para solicitação de audiências públicas. Também está em curso a análise das revisões apresentas para o Estudo de Impacto Ambiental (EIA).

"Para a atividade de perfuração marítima no campo de Wahoo, seguem em análise as complementações apresentadas pela operadora no âmbito do requerimento de Licença de Operação. O prazo de análise final depende da adequação das informações apresentadas pela empresa, mas todo o material protocolado já encontra-se em avaliação pela equipe técnica do Ibama", informa o órgão.

A tecnologia

Uma maquete para mostrar como funciona a tecnologia foi exposta no estande da empresa durante o Mec Show, realizado no Pavilhão de Carapina, no início de agosto.

Campo de Wahoo, no litoral sul do ES
Campo de Wahoo, no litoral sul do Espírito Santo Crédito: Divulgação/PRIO

“Uma das vantagens do tie-back é a redução das emissões de carbono, porque não é necessário ter um navio ou plataforma fixa instalada emitindo e consumindo combustível. O tie-back também foi a solução encontrada para viabilizar a exploração na acumulação marginal, com eficiência operacional para continuar sendo rentável. Se tivesse que colocar a plataforma em operação, talvez não ficasse de pé”, afirma Francisco Bulhões, head de Relações Institucionais da Prio.

Após o início das operações no Estado, a previsão da empresa é replicar o modelo em futuros investimentos.

Sobre a questão do Ibama, o representante da Prio explica que a empresa tem trabalhado no período da operação padrão para esclarecer todas as questões técnicas para que a licença saia o mais rápido possível.

E a empresa já tem preparado a operação para quando a perfuração for permitida, inclusive com a construção do tie-back.

Procurado para comentar a situação, o Ibama informou que está conduzindo dois processos de licenciamento para o projeto Wahoo da Prio, localizado no Espírito Santo. Um dos processos refere-se à perfuração de novos poços e o outro à produção. Ambos estão atualmente em análise pela área técnica.

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