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Indústria em alta

Petróleo e minério impulsionam crescimento da economia do ES em 2023

Estudo feito pela Findes aponta que a atividade econômica capixaba cresceu 4,8% em relação a 2022, enquanto o Brasil teve alta de 2,9%
Leticia Orlandi

Publicado em 

14 mar 2024 às 17:44

Publicado em 14 de Março de 2024 às 17:44

Samarco
Atividade na 4ª Usina de Pelotização da Samarco, em Anchieta Crédito: Carlos Alberto Silva
O crescimento da indústria, em especial do setor extrativo — que responde por atividades como mineração e pelotização e produção de petróleo e gás —, contribuiu para que a economia capixaba tivesse alta de 4,8% em 2023, em relação a 2022, de acordo com dados do Indicador de Atividade Econômica da Federação das Indústrias do Espírito Santo (IAE-Findes). O resultado é superior ao do Brasil, que registrou 2,9% de alta em 2023.
Em 2023, o setor industrial avançou 9,1%, tendo sido o melhor resultado para a categoria desde 2011, quando a alta tinha sido de 12,3%, segundo o PIB divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo é realizado pelo Observatório da Indústria da Findes e foi divulgado nesta quinta-feira (14). 
Dentro do setor industrial, o destaque ficou para o segmento extrativo, que, depois de pelo menos cinco anos com taxas negativas, ampliou em 27% a produção no ano, com avanços de 23,1% nas atividades de petróleo e gás natural e de 31,7% na pelotização de minério de ferro.  
"Em 2023, o crescimento pode ser explicado pelo aumento na produção de petróleo e gás na Região Norte do Estado, com mais empresas operando após os desinvestimentos feitos pela Petrobras. Já a alta na pelotização é resultado da volta da operação da Samarco, que atualmente opera com 26% da capacidade", explica Marília Silva, economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório da Indústria. 
Petróleo e minério impulsionam crescimento da economia do ES em 2023
Os setores de Energia e Saneamento e de Construção também tiveram resultado positivo no indicador. O primeiro subiu 7,7% e o segundo, 0,9%. Marília detalha que o segmento de energia e saneamento está diretamente ligado à atividade econômica, portanto tendem a crescer quando a economia em geral tem alta. Já o setor de construção, apesar de quase estabilidade, tende a ser favorecido com a redução dos juros e também com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Resultados de segmentos da indústria

A indústria de transformação em geral teve queda de 4,1% em 2023, em decorrência, principalmente, da queda de 13,4% em produtos de minerais não metálicos, como as rochas ornamentais. A metalurgia também teve queda, de 4,9%, e os produtos alimentícios ficaram quase na estabilidade, com -0,2%. 
"Houve redução na produção e exportação das rochas ornamentais em 2023. O aumento na taxa de juros nos Estados Unidos, um dos maiores mercados compradores, acaba reduzindo a demanda pelo produtos. E, nesse cenário, o setor também sofre impacto por existirem, no mercado, produtos substitutos à pedra", enfatiza Marília. 
Marília Silva, economista-chefe da Findes
Marília Silva, economista-chefe da Findes Crédito: Renan Donato/Findes
Questionada sobre qual seria o impacto da saída da Vitória Stone Fair da Capital do Estado nesse cenário, a presidente da Findes, Cris Samorini, estimou uma perda grande para o setor. Mas avaliou que não tira a potência de produção do Estado, que também pode acabar atingindo outros mercados. 
A presidente da Findes destacou que 80% das exportações de rochas do Brasil são do Espírito Santo, portanto é uma cadeia relevante no Estado. Por isso, ela defende manter o crescimento desse segmento da indústria de transformação.
Só tiveram variação positiva o papel e celulose (8,5%) e o setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (0,3%). A alta na celulose foi puxada principalmente pelo resultado do segundo semestre e também pelo aumento da demanda para a Europa. 
Cris Samorini explicou que o setor produtivo capixaba, em 2023, mostrou mais uma vez a sua relevância na geração de riquezas no Estado. “A indústria é o motor do desenvolvimento e vem contribuindo para o Estado se consolidar como referência no país em atração de investimentos e melhoria de ambiente de negócios”, comentou.
Cris Samorini, presidente da Findes
Cris Samorini, presidente da Findes Crédito: Renan Donato/Findes
Cris ressaltou ainda que o Espírito Santo conta com mais de 16 mil indústrias que, juntas, geram diretamente quase 233 mil empregos formais. “Somos o segundo Estado mais industrializado do país e 38,4% da economia capixaba é fruto da indústria.”

Como foram serviços e agro

O setor de serviços também teve resultado positivo no Espírito Santo em 2023, registrando alta de 4,3%. Os segmentos de transportes (+7,5%) e comércio (+5,6%) tiveram mais impacto no número final. O transporte foi puxado pelo crescimento da atividade extrativa e portuária no Estado, segundo a economista da Findes. Já o comércio foi mais movimentado pelo aumento do poder de compra do brasileiro. 
Já a agropecuária recuou 7,2% em 2023, mesmo a pecuária tendo crescido 13,9%. Sua alta não conseguiu superar o recuo da agricultura (-13,3%), em ano de bienalidade negativa do café. 
O crescimento para a economia do Estado apurado pelo IAE-Findes para o ano de 2023 é um pouco menor do que o estimado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), divulgado na semana passada, que ficou em 5,7%. Segundo Marília Silva, o estudo feito pelo Observatório da Indústria utiliza mais indicadores além do PIM (Produção Industrial Mensal) divulgado pelo IBGE, incluindo também mais de 37 séries com indicadores de ANP e combustíveis.   

Previsão para 2024

O Observatório da Indústria da Findes elevou, nesta quinta-feira (14), para 4,5% a projeção de expansão da economia capixaba em 2024. Na última divulgação, realizada em dezembro de 2023, o crescimento projetado para o ano era de 3,1%. As projeções são calculadas com base em modelos estatísticos do IAE-Findes.
Caso as tendências se confirmem, todos os segmentos econômicos do Estado devem ter crescimento, mantendo o avanço da economia estadual além da nacional (1,7%), segundo projeção da CNI, divulgada em dezembro.
De acordo com as projeções do IAE-Findes, a indústria será a protagonista do ano, com previsão de alta de 7,5%, seguida de agropecuária (3,3%) e serviços e comércio (2,9%).

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