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Auxílio emergencial: Caixa suspende contas por suspeita de fraude

De acordo com o presidente do banco, Pedro Guimarães, as fraudes com o Caixa Tem se originaram no início dos cadastramentos do benefício

Publicado em 21/07/2020 às 15h31
Aplicativo Caixa Tem onde o beneficiário recebe o auxílio emergencial
Aplicativo Caixa Tem onde o beneficiário recebe o auxílio emergencial. Crédito: Siumara Gonçalves

"Houve suspensão de centenas de milhares" de contas poupança digital da Caixa, movimentadas pelo aplicativo Caixa Tem e usadas para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600. Foram suspensas por suspeita de fraude". A informação foi divulgada pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, na manhã desta terça-feira (21) em entrevista ao portal InfoMoney.

Pedro Guimarães

presidente da Caixa

"Todos os bloqueios são suspeita de fraude. [...] Suspendemos centenas de milhares de contas sim, e nesse momento as pessoas podem pedir o desbloqueio"

Segundo Guimarães ao portal, quem teve a conta bloqueada precisará comparecer presencialmente a uma agência da Caixa e comprovar sua identidade. "Quando a pessoa vai à agência e mostra que é ela mesma, nós liberamos rapidamente. Se ela não for, ficará sim bloqueado, porque essa questão de fraude nesse momento de pandemia é inaceitável", afirmou.

O presidente da Caixa ainda apontou que as fraudes se originaram no início dos cadastramentos do auxílio. Ele afirmou ainda que, como muitas pessoas não possuíam celular, o banco permitiu que um celular abrisse mais de uma conta, o que foi o "cerne da fraude". "Temos as provas de que a grande maioria foram utilizadas por hackers. Mas algumas pessoas são pessoas honestas que foram penalizadas", enfatizou.

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Pedro Guimarães

presidente da Caixa

"Tivemos uma janela de dez dias, nos primeiros dias de pagamento em maio, os hackers conseguiram sim - não vou explicar muito por questões de segurança - fazer um ou dois movimentos, que já foram identificados e suspensos. Nós estamos - também não posso entrar em detalhes - acompanhando as comunicações deles. Eles querem fazer barulho. Já sabem que não vão ter acesso as contas. A estratégia deles já foi passada à Polícia Federal. Ipsis litteris: 'vamos fazer bastante barulho nos fazendo de vítimas'. Então é uma briga inglória."

Guimarães ainda complementou que os responsáveis já foram identificados e que "rapidamente serão penalizados". Segundo ele haverá novidades em breve sobre o caso.

A reportagem entrou em contato com a Caixa para saber o número de contas bloqueadas por suspeita de fraude e quais os procedimentos para desbloqueio.  O banco respondeu em nota que "o aplicativo Caixa Tem possui múltiplos mecanismos integrados de segurança, mantendo-se inviolável e seguro. O baixo percentual de fraudes observado deve-se à engenharia social, em que são utilizadas informações, documentos e acessos dos próprios clientes. Assim, recomenda-se utilizar apenas os aplicativos oficiais da Caixa e jamais compartilhar informações pessoais".

O banco ainda disse que "adicionalmente, a área de segurança do banco monitora continuamente as contas e acessos e, em caso de suspeita, realiza o bloqueio preventivo da conta para proteger os clientes. Dessa forma, os usuários do Caixa Tem que receberem a mensagem “Procure uma agência da CAIXA com seu documento de identidade para regularizar seu cadastro”, devem seguir essa orientação para a regularização do acesso e conta".

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