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59% das indústrias do ES que tentaram crédito não conseguiram

Pesquisa aponta que entre os principais motivos por não terem conseguido acessar linhas de crédito durante a crise do cororavírus estão a burocracia excessiva e o fato da empresa já possuir restrições

Publicado em 23/06/2020 às 21h08
Atualizado em 23/06/2020 às 21h10
Assinatura de contrato
Assinatura de contrato: empresas encontram dificuldades para acessar linhas de crédito . Crédito: Pixabay

Seis em cada 10 indústrias do Espírito Santo que pediram empréstimo para enfrentar a crise do coronavírus não conseguiram. Uma pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado (Findes), na tarde desta terça-feira (23), mostrou que 59% das empresas tiveram a ajuda solicitada negada. Entre os principais motivos por não terem conseguido acessar alguma linha de crédito estão a burocracia excessiva e o fato da companhia já possuir restrições ao crédito

Segundo o levantamento realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies), das 393 empresas pesquisadas, apenas, 41% das que buscaram crédito em decorrência da pandemia da Covid-19 conseguiram. Os dados ainda mostraram que 46% das indústrias que ainda não tentaram acessar crédito planejam solicitar.

Banestes (42%), Caixa Econômica Federal (38%), Banco do Brasil (36%) e Sicoob (24%) foram as agências mais procuradas pelas empresas e com o maior percentual de recusas.

O atual presidente da Findes, Leo de Castro, explica que o estudo mostra a complexidade do sistema financeiro brasileiro. "Apesar de todo esforço feito pelo governo federal e estadual, ainda assim 56% das empresas que foram atrás de crédito não tiveram acesso".

De acordo com a pesquisa, burocracia excessiva (37%), empresa já tinha restrição de acesso ao crédito (24%), exigência de garantia real por parte dos bancos (17%), elevada taxa de juros e/ou custo efetivo total (6%), exigência de garantia de recebíveis (3%) e outro (13%), são os motivos da negativa do crédito.

Ainda de acordo com a pesquisa, o setor que, percentualmente, mais pediu empréstimos foi a indústria extrativa (46%). Em seguida, transformação (37%) e construção (35%).

PEQUENOS E MÉDIOS NEGÓCIOS

O presidente da Findes aponta ainda que grande parte das ações para mitigar danos privilegiaram as micro e pequenas empresas. "Houve postergação de pagamento do ICMS para empresas que estão no Simples, que são as pequenas e micro. Acho correto, mas todos deveriam ser beneficiados. Tendo que escolher, as pequenas e micro são mais vulneráveis de fato", explica

Segundo a pesquisa, 20% das microempresas do setor afirmaram que tentaram acessar linhas de crédito em decorrência da pandemia de Covid-19, mas não obtiveram sucesso. Para as pequenas e médias/grandes, esse percentual foi de 24%.

SOBRE A PESQUISA

A Pesquisa de Opinião Covid-19 foi realizada entre os dias 03 e 15 de junho. Responderam 383 indústrias do ES. O cálculo amostral considerou um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5 pontos percentuais.

O levantamento foi realizado pelo Ideies, o Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo, empresa da Findes para captar as impressões dos industriais capixabas em meio à pandemia da Covid-19. Esta é a maior pesquisa já feita com indústrias do Estado sobre o impacto da pandemia.

O Ideies ouviu empresas dos setores de indústrias extrativas, indústria de transformação, indústria da construção, comércio e reparação de veículos, informação e comunicação, transportes e armazenagem.

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