Publicado em 1 de fevereiro de 2022 às 10:45
- Atualizado há 4 anos
Um ônibus do Sistema Transcol atropelou uma cadeirante, na tarde desta segunda-feira (31), em Bela Aurora, em Cariacica, na Grande Vitória. O acidente foi registrado em vídeo por uma câmera de um estabelecimento próximo.>
As imagens mostram que Gisele de Oliveira Mota estava no asfalto, perto da calçada, quando o ônibus se aproximou. Ela foi mais para o canto, para perto do meio-fio.>
O ônibus freou e praticamente parou atrás de Gisele, mas depois o motorista arrancou e saiu arrastando a cadeira de rodas, prensando a mulher entre a roda do ônibus e o meio-fio. A cadeirante foi socorrida e precisou ser internada, mas teve alta nesta terça-feira (1º).>
A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Espírito Santo (Ceturb-ES) disse que lamenta o ocorrido e que vai notificar o consórcio operador para apurar os fatos e informar quais as providências tomadas.>
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Já em casa após receber alta hospitalar, Gisele enviou um vídeo à reportagem falando sobre o acidente. Confira:>
"Já estou em casa, tive alta e já cheguei agorinha. Estou bem, mas minha cadeira já era. No horário do fato eu parei em frente a uma farmácia para comprar um remédio para dor e febre. O motorista parou atrás de mim e os passageiros desceram. Ele me viu, mas disse que depois esqueceu que eu estava ali. Foi quando o ônibus pegou minha cadeira, por mais que eu tenha me afastado mais para o canto. A empresa ficou de me dar suporte, assistência. Vamos ver e aguardar”, disse a cadeirante.>
Nesta segunda-feira (7), o motorista Rômulo Fontana – que dirigia o ônibus no atropelamento – procurou a equipe de A Gazeta para reforçar que prestou todo o apoio à vítima, tanto no momento em que o acidente aconteceu, quanto nos dias seguintes, quando pagou pela nova cadeira da Gisele. >
"Eu tinha visto ela antes, mas eu preciso ficar observando os passageiros desembarcarem pelo retrovisor. Nesse tempo, ela foi para o meu ponto cego e pensei que ela tivesse saído. Quando prensou, eu esperei tirarem ela daquela situação, abri a porta e desci, disse que iria cuidar de tudo", lembrou.>
Ele também afirmou que "o local não tem calçada-cidadã", que esperou a chegada da ambulância e se identificou junto à polícia. "No dia seguinte, eu dei R$ 1.390 na empresa para poder pagar a nova cadeira, porque a que tinha sido emprestada não passava pelas portas da casa dela", comentou.>
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