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Pandemia

Todas as cidades do ES serão avaliadas individualmente na nova matriz de risco

No início, a Grande Vitória era avaliada como um único bloco e não município a município. Classificação também vai direcionar as atividades econômicas

Publicado em 10 de Julho de 2020 às 21:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 jul 2020 às 21:45
Movimento de pessoas durante a pandemia de Coronavírus na Praia da Esquerda, Vitória
Movimento de pessoas durante a pandemia de coronavírus na Praia da Esquerda, Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
Responsável por classificar o grau de contaminação do novo coronavírus no Espírito Santo,  a matriz de risco calculada para começar a valer na segunda-feira (13) trará uma avaliação individual da pandemia para todos os municípios do Estado. Também haverá alterações que implicarão em novas políticas públicas de contenção à propagação do vírus.
Todas as cidades do ES serão avaliadas individualmente na nova matriz de risco
Até a última matriz de risco, a região formada pelos municípios de VitóriaSerraVila VelhaCariacicaViana e Fundão era avaliada como um bloco devido à proximidade de limites e interlocução de atividades econômicas e sociais. Agora, o novo formato  avalia as cidades individualmente, como já era realizado em outros municípios do Espírito Santo, como anunciou o governador Renato Casagrande nesta sexta-feira (10) durante coletiva online.
"Essa classificação mais individual vai dar mais responsabilidade para cada municípios, já que cada um tem seu gestor e sua estrutura. Vamos ter uma fotografia real da situação do momento do município", afirmou o governador também com base em uma mudança na matriz agora que a classificação limítrofe foi desconsiderada. Antes, o município vizinho a uma cidade em risco alto, automaticamente era classificado como alto, o que não acontecerá mais.

CÉNÁRIO DO CORONAVÍRUS NO ES

O governador Renato Casagrande explicou o motivo das mudanças. "A Grande Vitória está entrando em um platô, que é uma certa estabilidade dos casos em um espaço de tempo. Em meio a isso, estamos também com uma taxa de ocupação de leitos de UTI oscilando entre os 80%, o que é o ponto da nossa vulnerabilidade. É necessário que essa taxa fique abaixo de 80% para que haja uma liberação mais forte da atividade econômica", pontuou. 
A pandemia está acontecendo de forma diferente quando consideramos a Região Metropolitana e o interior do Espírito Santo. Com atraso de três semanas do ciclo epidemiológico, a propagação do vírus está mais intensa no interior do Estado, com uma velocidade de contaminação medida na taxa de transmissão de 1.6. 
O número é muito superior ao da Grande Vitória, que está em 1.09, se aproximando da estabilização (que é apontada em 1), ou seja, uma redução da velocidade de contágio entre as pessoas. Quando falamos do Estado na totalidade, a taxa de transmissão está em 1.2, segundo dados técnicos do grupo formado pelo Núcleo Interinstitucional de Estudos do Coronavírus no Espírito Santo.

ENTENDA A MATRIZ DE RISCO

A matriz classifica os municípios em risco extremo, alto, moderado e baixo. Para cada estágio, há uma formatação de regras de isolamento e adequação de políticas públicas a serem seguidas, já pré definidas pelo governo. A exemplo está a abertura do comércio com redução de carga horária, dias alternados e de segunda a sexta-feira em municípios de risco alto. Nas cidades de risco moderado, o comércio também abre de segunda a sexta-feira, mas não em dias alternados.
Quatro fatores são considerados para a classificação  matriz de risco em cada município:
  1. índice de isolamento social da população;
  2. percentual de habitantes com mais de 60 anos;
  3. coeficiente de incidência (número de contaminados em relação ao total populacional);
  4. taxa de letalidade (número de contaminados em relação ao número de mortos). 
Os últimos dois itens (letalidade e incidência) também serão alterados na nova matriz de risco. Inicialmente eram calculados com os dados desde o início da pandemia e passarão a serem considerados no período de 28 dias, o que corresponde a quatro semanas epidemiológicas.  

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