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Operação Snack Zero

Secretaria de Educação de Cachoeiro é alvo de operação da Polícia Federal

Além da secretaria,  residências de funcionários públicos da prefeitura e empresários foram alvos de operação que apura a suspeita de desvio de recursos públicos da merenda escolar

Publicado em 16 de Setembro de 2020 às 15:33

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 set 2020 às 15:33
Delegacia de Polícia Federal em Cachoeiro de Itapemirim Crédito: Reprodução/ Google Maps
Uma operação da Polícia Federal em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, cumpriu, na manhã desta quarta-feira (16), mandados de busca em residências de funcionários públicos da prefeitura, empresários e na Secretaria Municipal de Educação. A ação faz parte da segunda fase da Operação Snack Zero, que apura a suspeita de desvio de recursos públicos destinados à merenda escolar.
Secretaria de Educação de Cachoeiro é alvo de operação da Polícia Federal
Segundo a Delegacia de Polícia Federal de Cachoeiro, quatro mandados de busca foram expedidos pela Justiça Federal. Nos locais, alvos dos mandados, foram apreendidos documentos e mídias eletrônicas que serão objeto de análise posterior. Os nomes dos funcionários e dos empresários investigados não foram divulgados.
Sobre o caso, a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim informou, por meio de nota, que ainda não teve acesso ao processo. Acrescentou que a Procuradoria Geral do Município (PGM) vai averiguar do que se trata a operação para definir quais providências serão adotadas. A prefeitura disse ainda que está à disposição dos órgãos de controle para quaisquer esclarecimentos.

PRIMEIRA FASE

Em fevereiro de 2019, foi deflagrada a primeira fase da Operação Snack Zero. Na época, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela polícia. De acordo com as investigações, as fraudes consistiam, principalmente, no prévio ajuste entre empresas que participavam das disputas, prejudicando o caráter competitivo e causando prejuízos ao Poder Público, com o aumento do preço dos gêneros alimentícios adquiridos. Também foram detectados indícios de fornecimento de produtos com validade vencida.
Na ocasião, a investigação apontou que os procedimentos licitatórios com indícios de fraudes ocorreram nos municípios de Marataízes, Fundão, Jaguaré, Vargem Alta, Muqui, Castelo, Rio Novo do Sul e Piúma. E as empresas supostamente envolvidas nas fraudes estão sediadas nos municípios de Cachoeiro de Itapemirim, Presidente Kennedy, Marataízes, Viana e Cariacica.

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