Sair
Assine
Entrar

Médicos explicam

Saiba o que fazer se você tiver reações à vacina da Janssen

Imunizante começou a ser aplicado no Espírito Santo recentemente e algumas pessoas relatam reações como dor, febre e náuseas. Veja como agir nesses casos

Publicado em 28 de Junho de 2021 às 11:59

José Carlos Schaeffer

Publicado em 

28 jun 2021 às 11:59
Vacina contra covid-19 da Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson
Vacina contra covid-19 da Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson Crédito: Divulgação/Sesa
A vacinação contra a Covid-19 no Espírito Santo ganhou mais um aliado na última semana. O imunizante da Janssen, laboratório que faz parte do grupo americano Johnson & Johnson, começou a ser utilizado no Plano Nacional de Vacinação contra o coronavírus e já imunizou milhares de capixabas. Mas assim como outras vacinas que combatem à Covid-19, ela pode causar reações nos imunizados. Por isso, A Gazeta resolveu ouvir especialistas para elencar as possíveis reações e o que fazer quando elas aparecerem.
Pessoas que foram imunizadas têm relatado, após a aplicação da dose única da vacina Janssen, dor no braço, dor no corpo, febre e náuseas. De acordo com os especialistas, são reações esperadas para a vacina da Janssen. Assim como acontece com a AstraZeneca, o novo imunizante causa reações adversas após a aplicação.

REAÇÕES À VACINA DA JANSSEN SÃO NORMAIS?

“Esses sintomas, como mal-estar, náuseas, febre, estão relacionados à resposta do sistema de defesa contra a inoculação de um agente ativo. É diferente da Coronavac, que é um agente inativado. Esse tipo de reação é esperada”, explicou o médico infectologista e professor da Ufes, Crispim Cerutti.
“Essa vacina dá reações sim e são reações parecidas com as da AstraZeneca. Não muda muito o que a gente está acostumado a fazer com a outra vacina de vetor viral que é a AstraZeneca. É mais ou menos a mesma coisa”, destacou o também médico infectologista e professor Lauro Ferreira Pinto.

REAÇÕES À VACINA DA JANSSEN: COMO AGIR E MEDICAÇÕES

Segundo eles, as reações são comuns em até três dias após a aplicação da vacina. Durante esse período, caso os sintomas se tornem incômodos, a pessoa pode tomar analgésicos e antitérmicos, como a dipirona e o paracetamol, para dor ou febre, e remédios para náuseas, como a domperidona. Em caso de dor no braço, uma compressa gelada é recomendada para diminuir o desconforto.
Caso os sintomas continuem por um maior período, é necessário procurar um serviço de saúde para maiores orientações de um médico.
“A pessoa deve ter calma, não se alarmar com isso e aguardar o período que isso vai desaparecer. Se for muito incômodo, (pode tomar) um analgésico comum, um antitérmico e aguardar até passar. A náusea eu não recomendo tomar medicação, pois ela não é incapacitante. É só a pessoa abster-se de ingerir alimentos enquanto estiver nauseada que isso vai acabar passando. ”, destacou Crispim.
“Se passar de 3, 4, 5 dias, é bom procurar um serviço de saúde e registrar, para outras orientações. Mas, essas reações de febre, dor no corpo, calafrio, náuseas, muita dor muscular, nas primeiras 48 a 72 horas são muito comuns. Para náuseas, não há contraindicação de medicamentos, caso haja o desconforto, não há problema em administrar medicação”, concluiu Lauro.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Serra x Vilavelhense, pela Copa Espírito Santo 2026
Vilavelhense vira, derrota o Serra e entra no G-4 da Copa Espírito Santo
Imagem de destaque
Dia das Mães: como surgiu a comemoração no Brasil e por que a data varia no mundo
Alemão do Forró faz desabafo após ônibus da produção ser alvo de tentativa de roubo
Alemão do Forró faz desabafo após ônibus de sua equipe ser alvo de tentativa de furto

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados