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Paralisação em Vitória

Rodoviários da Tabuazeiro marcam assembleia para esta segunda-feira

Paralisação completou uma semana. Os trabalhadores protestam contra atrasos constantes no salário

Publicado em 29 de Junho de 2020 às 07:39

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 jun 2020 às 07:39
Rodoviários da viação Tabuazeiro iniciam paralisação
Rodoviários da viação Tabuazeiro iniciam paralisação Crédito: Divulgação/ Sindirodoviários
A paralisação total dos rodoviários que atuam na viação Tabuazeiro completou uma semana. A empresa é uma das três viações que operam o sistema municipal de transporte de Vitória.
Os trabalhadores marcaram uma assembleia na garagem da viação, na tarde desta segunda-feira (29), quando vão discutir se aceitam uma proposta feita pela empresa.
De acordo com um dos trabalhadores que participaram de uma reunião virtual com os empresários da viação, a Tabuazeiro garantiu o pagamento do tíquete-alimentação nesta segunda e afirmou que não vai atrasar o próximo salário.
A empresa, porém, segundo os trabalhadores, não fez menção ao pagamento dos salários atrasados, o que pode dificultar um acordo para terminar a paralisação. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários (Sindirodoviários), os profissionais sofrem com atrasos no salário há três meses, o que provocou o movimento.

A PARALISAÇÃO

A paralisação, que começou no dia 22, afeta passageiros de bairros como Maria Ortiz, República, Mata da Praia, Jardim da Penha, Praia do Canto, Jabour e Grande Vitória. No site da empresa, consta que a viação opera 23 linhas.
A viação Tabuazeiro foi procurada, através do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Espírito Santo (Setpes), para comentar o assunto. O Setpes informou em nota, que em audiência realizada na última sexta-feira, 26 de junho, foi feita uma proposta ao Sindirodoviários para a finalização da paralisação. "A proposta será levada aos trabalhadores da Viação Tabuazeiro que vão decidir se aceitam ou não", afirmou o sindicato patronal.
Essa é a segunda vez em menos de dois meses que os trabalhadores da empresa decidem cruzar os braços. A viação, nas últimas semanas, alegou uma queda brusca na arrecadação, por causa da pandemia de coronavírus, para justificar a dificuldade em honrar seus compromissos.
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