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Passagem de ônibus Transcol mais cara já está valendo: R$ 4

Reajuste de 2,56% passa a vigorar a partir deste domingo (10).  A tarifa com desconto aos domingos passa de R$ 3,40 para R$ 3,50, e o Bike GV passa de R$ 1,95 para R$ 2

Publicado em 10/01/2021 às 15h52
Data: 26/11/2019 - ES - Vitória - Ônibus do sistema Transcol
 Ônibus do sistema Transcol. Crédito: Carlos Alberto Silva

A tarifa dos ônibus do Transcol ficou mais cara a partir deste domingo (10), quando começou a vigorar um reajuste de 2,56%. Com isso, o valor da passagem passa de R$ 3,90 para R$ 4,00. De acordo com o governo do Estado, o realinhamento de preços é necessário para cumprir o contrato de concessão do sistema, assinado em 2014, que prevê reajustes anuais no mês de janeiro. Por determinação do governador Renato Casagrande, o índice de reajuste aplicado ficou abaixo da inflação acumulada, que fechou o ano em 4,31% (IPCA).

A tarifa com desconto aos domingos passa de R$ 3,40 para R$ 3,50, e o Bike GV passa de R$ 1,95 para R$ 2,00. O índice foi apresentado na manhã da última quinta-feira (7) em reunião do Conselho Gestor dos Sistemas de Transportes Públicos Urbanos de Passageiros da Região Metropolitana da Grande Vitória (CGTRAN), que delibera sobre tarifa. A reunião aconteceu no auditório do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). O conselho tem representantes do governo do Estado, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada.

Atualmente, o Sistema Transcol opera com 1,4 mil veículos na frota, cerca de 11,5 mil viagens diárias e 420 mil passageiros, por dia. Com tarifa única para todo o sistema, é possível ir de Setiba, em Guarapari, até Praia Grande, no município de Fundão, percorrendo cerca de 100 quilômetros.

Muitos usuários do Transcol estão usando a máscara de proteção contra o coronavírus. Mas ainda é possível ver alguns em ela ´
Usuários do sistema Transcol. Crédito: Carlos Alberto Silva

De acordo com o governo, se comparada às tarifas cobradas nos Estados da Região Sudeste, a passagem do Transcol continua sendo a mais barata. Rio de Janeiro (R$ 4,05), São Paulo (R$ 5,10) e Belo Horizonte (R$ 5,60), ainda vão reajustar seus valores.

NOVOS ÔNIBUS COM AR-CONDICIONADO

Dando continuidade à modernização e às melhorias do sistema de transporte coletivo da Grande Vitória, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) anunciou que serão adquiridos para o primeiro semestre de 2021 mais 200 veículos 0km que passarão a integrar a frota do Sistema Transcol.

Os novos veículos, todos com ar-condicionado, fazem parte do processo de renovação de frota, iniciado em 2019, mas que precisou ser interrompido em 2020, em decorrência da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

Data: 26/11/2019 - ES - Vitória - Ônibus do sistema Transcol
 Ônibus do sistema Transcol. Crédito: Carlos Alberto Silva

Ao todo, o sistema deve receber em torno de 600 novos veículos com ar-condicionado que irão operar nas linhas troncais até o final de 2022. Atualmente, são 126 que operam com sistema de refrigeração, adquiridos em 2019, já equipados com wi-fi.

ENTENDA O CÁLCULO

No contrato está definido que os reajustes da tarifa são anuais e obedecem a uma fórmula de cálculo que leva em consideração custos como mão de obra, combustível e veículos. Desde o último reajuste, em janeiro de 2020, a variação foi de 2,46% para salários; 6.5% para o diesel; 6,18% para veículos; e 24,27% do IGP-DI.

A fórmula é constituída de um conjunto de índices de variações de preços dos principais insumos utilizados na produção e prestação dos serviços do Transcol, distribuídos da seguinte forma:

  • - 20% da variação do preço do litro de óleo diesel;
  • - 16% da variação dos veículos;
  • - 54% da variação dos salários de motoristas e cobradores;
  • - 10% da variação do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) calculado e publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A soma das variações desse conjunto de índices de preços, ponderado pelo peso de cada tipo de insumo, resulta no índice de variação do valor da tarifa que é parcialmente paga pelos usuários e parcialmente paga por meio de subsídios do Governo do Estado.

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