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Ocupação de leitos de UTI  para Covid em hospitais do ES ultrapassa 93%

O volume de pacientes que dependem de leitos de UTI, internados em hospitais públicos, já supera o número de novos leitos criados pelo Estado

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 20/03/2021 às 16h37
Novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra.
Leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI)  no Hospital Dr Jayme Santos Neves, na Serra. . Crédito: Reprodução/TV

A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com a Covid-19 em hospitais públicos chegou a 93,23% neste sábado (20). O volume de internações é um dos indicadores que mostra o acirramento da pandemia do novo coronavírus no Espírito Santo.

Na última terça-feira (16), quando a taxa de ocupação alcançou o limite de 91% – nível que serve de gatilho para medidas do risco extremo - o governador Renato Casagrande anunciou um conjunto de medidas restritivas que começaram a ser adotadas desde quinta-feira (18) em todo o Estado, no formato de uma quarentena de 14 dias.

O objetivo é conter o avanço do contágio pelo novo coronavírus e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde público e o privado. Ainda assim, a demanda por leitos de UTI continua elevada, como informou o governador em suas redes sociais. Ele destacou que em 20 dias foram criados 79 novos leitos de UTI, mas no mesmo período foram internados 205 pacientes.

Para tentar evitar o colapso do sistema de saúde, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) antecipou o cronograma de entrega dos 158 leitos de UTI que havia sido anunciado no início de março. A expectativa é que o Estado chegue ao total de 900 leitos intensivos exclusivos para a pandemia no começo de abril.

Só nos últimos dois dias, foram abertos 28 leitos intensivos, distribuídos em Cachoeiro de Itapemirim (13) e Serra (15). Nas semanas anteriores, outros 32 já tinham sido entregues, em Vitória (dez) e São José do Calçado (22).

Na última quarta-feira (17), o secretário Nésio Fernandes destacou a importância de a sociedade adotar as medidas de distanciamento social: se possível, sair apenas se estritamente necessário, sempre usar máscara, evitar aglomerações e higienizar as mãos.

Nésio Fernandes 

 Secretário de Saúde do Espírito Santo

"Estamos tomando as medidas antes do colapso pleno. Precisamos ficar em casa porque se essas medidas falharem não haverá leitos para todos"

MEDIDAS RESTRITIVAS POR 14 DIAS

Desde a última quinta-feira (18) e até o dia 31 de março, período da quarentena, todos os estabelecimentos comerciais e de serviços não essenciais devem ficar fechados para atendimento presencial.

No endurecimento válido para todo o Estado estão: a proibição do uso de espaços públicos de lazer como praças e parques; a permissão apenas de entrega para restaurantes e bares; a suspensão das aulas presenciais; a recomendação de cultos religiosos virtuais e a restrição de diversas atividades nas praias.

Em pronunciamento na última sexta-feira (19), o governador fez um apelo à população para que fique em casa, destacando que o momento exige medidas duras para salvar vidas.

"Precisamos da ajuda e da colaboração de todos. Até agora conseguimos dar dignidade a todos, acolhendo em leitos todos os capixabas. Mas precisamos reduzir a interação para evitar o contágio. É muito importante, porque daqui a pouquinho podemos não ter leitos para todo mundo. Essa é a realidade que estamos enfrentando. Temos repetido, até cansa, mas como o vírus não cansa da gente, nós também não podemos cansar”, destacou.

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