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Nésio Fernandes: "Não devemos ter mais escolas fechadas por longos períodos"

Durante pronunciamento nesta segunda-feira (10), o secretário estadual de saúde afirmou que a educação está sendo retomada dentro do que é possível

Escolas da rede municipal preparam volta às aulas
Escolas da rede municipal preparam volta às aulas. Crédito: Prefeitura de Linhares/Felipe Reis

Os impactos da pandemia na educação ainda estão sendo medidos no Espírito Santo, mas alguns já são aparentes, como evasão escolar e baixo rendimento. Certo que o fim da transmissão do coronavírus só ocorrerá quando toda a população estiver vacinada, o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, disse que a educação está sendo retomada dentro do que é possível. 

Novos fechamentos só devem acontecer caso haja novas ondas de expansão da doença. "Não devemos ter mais longos períodos de fechamentos das escolas públicas e privadas, com exceção de novas fases de expansão rápida de casos, internações e óbitos no nosso Estado", descreveu o secretário durante pronunciamento na tarde desta segunda-feira (10)

Fernandes esclareceu que o retorno das aulas presenciais está autorizado, mas não é uma obrigação, e que este deve ser um anseio de todos os gestores.

"Não há razões sanitárias para que as escolas permaneçam fechadas neste momento. Os gestores municipais precisam trabalhar com a retomada neste semestre para que no segundo semestre possam dar outros passos no desenvolvimento da educação e trabalhar de que forma será a educação em 2022. O Ministério Público do Espírito Santo deve fiscalizar as decisões administrativas dos gestores municipais que decidam manter as escolas fechadas, que deverão apresentar elementos robustos para mantê-las desta forma", disse Nésio. 

Ele também ponderou que em contextos semelhantes ao que vive hoje o Espírito Santo, com uma queda sustentada de casos, interações e óbitos, todos os países do mundo retomaram de alguma maneira as atividades de educação.

"Reconhecemos que a educação ocupa a centralidade na sociedade. Temos que trabalhar sempre com diretrizes da Unicef, que as escolas devem ser a primeira a abrir e a última a fechar. No ano passado, muitas escolas públicas municipais não retornaram. Os prejuízos acumulados para a infância e juventude com um período de fechamento longo pode ser irreparável. Por isso, durante esse momento de recuperação do ciclo pandêmico temos oportunidade de retomar as atividades da educação de forma facultada, híbrida e parcial das aulas", pontuou.

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